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quarta-feira, 25 de março de 2015

TEU É O REINO - Abilio Estévez

Medium_766




Perto de Havana, em meio a uma vegetação exótica e exuberante, numa propriedade chamada a "Ilha", repleta de fontes e estátuas fantasmagóricas, vive uma pequena comunidade que, inspirada num ser supremo e onipotente, parece estar à espera de um acontecimento que romperá para sempre sua abúlica inércia. Em meio aos resplendores do mundo do Caribe, numa elétrica atmosfera de um trópico turbulento, pequenos incidentes, aparentemente inocentes, vão se sucedendo no labirinto de um presente impreciso, feito de memórias, evocações e desejo. 



Trecho do livro Teu é o Reino, de Abílio Estévez


O que é a morte?

A Ilha.

Vocês já repararam na Ilha? Imenso cemitério sem túmulos, cemitério gigante, a Ilha.
Almas errantes vagam pela Ilha,
e quando morreram esses pobres ilhéus?
Entre os Balonda, dizem, o homem abandona a choça e a terra onde morreu sua mulher favorita, e quando volta ao lugar, é só para rezar por ela.
Morrer é entrar na segunda vida, a melhor.
Eu não quero outra vida, que me deixem nesta para sempre, aguardente, majarete e, se for possível, um disco de Nico Membiela ou Blanca Rosa Gil, outro de Esther Borja cantando Damisela Encantadora, damisela por ti yo moero. 
Não se preocupe, nesta você continuará para sempre, pois os mortos não percebem que estão mortos, daí o drama, o terrível drama dos mortos.
Isso mesmo, que me deixem tomando cerveja Hatuey, comendo linguiças El Minõ, leitão assado, abóbora e mangarito cozidos com mojo, entendam, tem coisas que não são para esta noite.
O homem é uma roupa, um trapo velho que alguém esquece pendurado num prego, e o tempo passa, e quando você vai ver, nada, poeirinha no chão que se deve varrer.
Você já se perdeu na Ilha?
Ah, perder-se na Ilha, justo nessa hora da Ilha em que ninguém sabe exatamente que horas são.
Acordar sem saber quem você é, nem onde está, nem o que vai fazer,
tirar as camadas de terra que jogaram em cima de você, levantar para nada, olhar ao seu redor sem nada ter para olhar,
não, morrer é uma festa, um baile com Maravilhas da Flórida, 
com a orquestra de Belisario López, un son, um mambo, um cha-cha-chá, um bolerinho...







Abilio Estévez (Havana, 7 de janeiro de 1954) é um escritor cubano, nacionalizado espanhol, que atualmente vive em Barcelona, Espanha.

Nasceu em Marianao, na rua Medrano (hoje 102), junto ao antigo quartel de Columbia, onde o seu pai era radiotelegrafista do Cuerpo de Señales. Viveu em Marianao até deixar Cuba. A sua família é oriunda de Bauta y Artemisa, aldeias do interior de La Havana e Pinar del Río, respetivamente. Foi aluno do Pre-Universitario de Marianao. Em 1977, licenciou-se em Língua e Literaturas Hispânicas na Universidade de Havana, onde no ano seguinte realizou uma pós-graduação em filosofia. Ganhou o prémio "José Antonio Ramos" pela sua peça teatral La verdadera culpa de Juan Clemente Zenea, levada a cena por Abelardo Estorino, com Adria Santana e Julio Rodríguez como protagonistas. Aos 46 anos abandonou Cuba, sendo crítico do regime. Considerado um dos mais importantes dramaturgos da sua geração, escreveu uma dezena de peças e foi professor em vários países (Estados Unidos, Itália, Venezuela).
Estévez é um escritor polifacetado, romancista, contista, poeta e dramaturgo, que foi premiado em todos os géneros em que trabalhou. O seu romance Este é o teu reino, considerada por muitos como a sua melhor obra até ao momento, recebeu o Prémio da Crítica Cubana de 1999 e o Prémio ao Melhor Livro Estrangeiro publicado em França no ano 2000. Os seus livros foram traduzidos e publicados em inglês, francês, alemão, italiano, português, finlandês, dinamarquês, holandês, norueguês e grego.

Fonte: Wikipedia





quinta-feira, 19 de março de 2015

A Vingança de Gaia





Trecho traduzido por mim - introdução ao livro "A Vingança de Gaia", de James Lovelock. 


Quem é Gaia? O que ela é? O "O que" é a fina casca esférica de terra e água entre o interior incandescente de terra e a atmosfera superior que a cerca. O "Quem" é o tecido interativo de organismos vivos que, por mais de 4 bilhões de anos, veio a habitá-la. A combinação entre o "O que" e "Quem", e o modo pelo qual eles afetam um ao outro, é nomeado "Gaia." Ela é, como James Lovelock diz, uma metáfora para o planeta Terra. A deusa grega do qual este nome deriva deveria ter orgulho pela maneira como seu nome foi colocado.

A noção de que a Terra está, em seu sentido metafórico, viva, tem uma longa história. Deuses e deusas foram vistos como encorporando elementos específicos, que variavam entre o céu e uma chuva de primavera, e a noção de que a Terra estava viva surgia regularmente na filosofia grega. Leonardo da Vinci via o corpo humano como o microcosmo da Terra, e a Terra, como o macrocosmo do corpo humano. Ele não sabia tão bem quanto hoje sabemos que o corpo humano é um macrocosmo de pequenos elementos vivos - bactérias, parasitas, vírus - frequentemente em guerra uns contra os outros, e juntos constituindo mais do que nossas células corporais. Giordano Bruno foi queimado há apenas 400 anos por afirmar que a Terra estava viva, e que outros planetas poderiam estar também. O geologista James Hutton via a Terra como um sistema auto-regulável em 1785, e T.H. Huxley a via da mesma forma em 1877. Vladmir Ivanovich Vernadsky via o funcionamento da biosfera como uma força geológica que cria um desequilíbrio dinâmico que, por sua vez, promove a diversidade da vida.



Mas foi James Lovelock que melhor explicou esta teoria em sua Hipótese de Gaia em 1972 neste livro, ele a refina e acrescenta de maneira prática. Olhando para trás, é estranho o quão imprópria esta ideia soava à sabedoria não-convencional quando era era explicada em sua forma atual há um quarto de século atrás. Maneiras não familiares de olhar para o familiar tendem a levantar oposição emocionada em proporções bem distantes do argumento racional: Assim foi a oposição ao evolucionismo pela seleção natural no século dezenove, ao movimento tectônico no século vinte e, mais recentemente, à Gaia. No começo, alguns viajantes da Nova Era subiram à bordo e alguns cientistas sensatos desceram. Eles estão agora subindo à bordo novamente. A mudança foi bem resumida em uma declaração publicada após um encontro de cientistas dos quatro maiores programas de pesquisa global em 2001, que disse:

"O sistema da Terra comporta-se como um único sistema que se auto regula, composto de componentes físicos, químicos, biológicos e humanos. As interações entre os componentes são complexas e mostram variações em uma multi-escala temporal e espacial."

Isto é, de fato, Gaia. 

A principal mensagem deste livro, é menos do que Gaia está sob ameaça ( 'Uma cadela dura', como Lynn Margulis a chamou), mas que os humanos tem causado sérios danos à sua atual configuração. Gaia está mudando, e pode ser menos forte do que no passado. O calor do sol sobre a Terra está aumentando, e no futuro, a auto-regulagem da qual toda a vida depende será posta em risco. Olhando para o sistema global como um todo, o aumento da população, a degradação da terra, o esgotamento de recursos, a acumulação de lixo, a poluição de todos os tipos, mudanças climáticas, abusos tecnológicos e a destruição da biodiversidade em todas as suas formas, constituem uma ameaça em especial Ao bem estar humano, desconhecida para gerações anteriores. Como Lovelock escreveu em outra ocasião,



"Nós crescemos em número a um ponto onde nossa presença está incapacitando o planeta, como se fosse uma doença. Como nas doenças humanas, há quatro possíveis resultados: destruição do organismo invasor; infecção crônica; destruição do hospedeiro; ou simbiose - uma relação durável de benefícios mútuos ao hospedeiro e ao invasor."

A questão é como alcançar aquela simbiose. Estamos longe dela hoje em dia. Lovelock eloquentemente examina cada um dos principais assuntos, principalmente surgindo da evolução industrial, em particular, do uso de combustíveis fósseis, elementos químicos, agricultura e espaço vivo. Ele então prossegue ao sugerir como podemos - durante muito tempo - começar a lidar com a situação. Como ele disse, a primeira exigência é reconhecer que o problema existe. A segunda é entender e chegar à conclusões corretas. A terceira é fazer algo sobre elas. Hoje estamos em algum lugar entre os estágios um e dois. 

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Como Lovelock explica, estamos atualmente presos em um círculo vicioso de feedback positivo. O que acontece em um lugar logo afeta o que acontece em outros. Somos perigosamente ignorantes da nossa própria ignorância, e raramente tentamos ver as coisas como um todo. Se, no futuro, conseguirmos alcançar uma sociedade humana em harmonia com a natureza, devemos ser guiados demonstrando mais respeito por ela. Não é surpresa que algumas pessoas tentaram criar uma religião através de Gaia, ou através da vida como tal. Este livro é uma maravilhosa introdução à ciência de como nossa espécie deveria fazer as pazes com o resto do mundo no qual vivemos.

Crispin Tickel


terça-feira, 10 de março de 2015

Lana Del Rey





SUMMERTIME SADNESS


Kiss me hard before you go
(Beije-me com força antes de ir embora)
Summertime sadness
(tristeza de verão)
I just wanted you to know
(Só queria que você soubesse)
That baby, you're the best
(que meu bem, você é o melhor)

I got my red dress on tonight
(estou usando meu vestido vermelho esta noite)
Dancing in the dark in the pale moonlight
(dançando no escuro à luz da pálida lua)
Done my hair up real big beauty queen style
(prendi meu cabelo bem alto, lindo estilo rainha da beleza)
High heels off, I'm feeling alive
(Descalcei os saltos altos, sinto-me viva)

Oh, my God, I feel it in the air
(oh, meu Deus, eu o sinto no ar)
Telephone wires above are sizzling like a snare
(as linhas telefônicas acima estão zunindo feito uma armadilha)
Honey I'm on fire, I feel it everywhere
(querido, estou em brasas, sinto isso em todos os lugares)
Nothing scares me anymore
(nada mais me amedronta) 

Kiss me hard before you go
(beije-me com força antes de ir embora)
Summertime sadness
(tristeza de verão)
I just wanted you to know
(só queria que você soubesse)
That baby, you're the best
(que meu bem, você é o melhor)

I've got that summertime, summertime sadness
(tenho aquela tristeza de verão)
S-s-summertime, summertime sadness
Got that summertime, summertime sadness
Oh, oh oh

I'm feelin' electric tonight
(sinto-me elétrica esta noite)
Cruising down the coast goin' 'bout 99
(cruzando a costa, indo a 99)
Got my bad baby by my heavenly side
(tenho meu bem ao meu paradisíaco lado)
I know if I go, I'll die happy tonight
(sei que se eu morrer, morrerei feliz esta noite)

Oh, my God, I feel it in the air
Telephone wires above are sizzling like a snare
Honey I'm on fire, I feel it everywhere
Nothing scares me anymore

Kiss me hard before you go
Summertime sadness
I just wanted you to know
That baby, you're the best

I've got that summertime, summertime sadness
S-s-summertime, summertime sadness
Got that summertime, summertime sadness
Oh, oh oh

I think I'll miss you forever
(acho que sentirei sua falta para sempre)
Like the stars miss the sun in the morning skies
(como as estrelas sentem falta do sol no céu matutino)
Later's better than never
(tarde é melhor do que nunca)
Even if you're gone I'm gonna drive, drive
(mesmo que você vá embora, vou dirigir, dirigir)

I've got that summertime, summertime sadness
S-s-summertime, summertime sadness
Got that summertime, summertime sadness
Oh, oh oh

Kiss me hard before you go
Summertime sadness
I just wanted you to know
That baby you're the best

I've got that summertime, summertime sadness
S-s-summertime, summertime sadness
Got that summertime, summertime sadness
Oh, oh oh


Lana Del Rey

Fonte: Wikipedia

Elizabeth Woolridge Grant (Nova Iorque, 21 de junho de 1986),1 conhecida por seu nome artístico Lana Del Rey, é uma cantora, compositora, modelo e atriz norte-americana. Del Rey é conhecida por seu estilo retrô dos anos 1950 e 1960,assim sendo uma grande referência Hipster.5 6 e pela sua semelhança com as famosas pin ups do passado.7 Lana é uma grande referencias na moda nessa geração,sem contar que para muitos Lana e um dos grandes Sex Symbols dessa geração.8 9 10 11 Ficou conhecida após postar o vídeo da canção "Video Games" em seu canal através do serviço VEVO e com o lançamento "Born to Die", as canções logo conseguiram se destacar em vários países do mundo no iTunes Store.
Lana Del Rey já havia lançado um EP chamado Kill Kill, em 2008, sob o nome Lizzy Grant. Lançou seu primeiro álbum de estúdio em janeiro de 2010, intitulado Lana Del Ray A.K.A. Lizzy Grant que foi vendido por um breve período antes de ser removido após a editora não poder mais promover o álbum.



Em 30 de janeiro de 2012, através das gravadoras Interscope Records e Stranger Records, lançou seu primeiro álbum de estúdio sob o nome artístico Lana Del Rey, intitulado Born to Die. O álbum gerou sete singles, sendo dois promocionais. No último bimestre de 2012 o disco foi relançado sob o título Born to Die - The Paradise Edition. Ainda no mesmo ano, o álbum original e seu relançamento totalizaram mais de 2,9 milhões de cópias vendidas, sendo o quarto mais vendido do ano.12
Lana Del Rey também tem sido comparada a Nancy Sinatra (filha de Frank Sinatra) pelos críticos de música, embora ela cite outros cantores como sua influência musical.13 Após ficar conhecida no mundo inteiro, a interprete foi contratada pela empresa de moda "Next Model Management", pela empresa multinacional sueca H&M e pela marca de automóveis Jaguar.



A cantora tem recebido diversas nomeações a prêmios musicais, O álbum Born to Die foi bem recebido pela crítica especializada, fazendo com que ele ficasse entre os 50 melhores álbuns de 2012 segundo rankings de muitas revistas e jornais.14 15
Em 2014 a cantora apareceu em diversas listas de revistas e Blogs elegendo as mulheres mais sexy do mundo. No mesmo ano, a revista FHM a colocou na 70° da lista que elegeu as 100 Mulheres mais Sexy do Mundo, ficando na frente de Ariana Grande, Miley Cyrus e Jessica Alba, também em 2014 a revista mhm elegeu as 100 Mulheres Mais Belas de 2014 Lana aparece em 72°.




quinta-feira, 5 de março de 2015

Frases Interessantes do Pinterest e do Facebook






"Feliz é aquele que vê a felicidade dos outros sem ter inveja. O sol é para todos e a sombra é para quem merece." -Desconhecido


"Estamos tão preocupados no que queremos ter, que Às vezes nos esquecemos de agradecer pelo que já temos." - Desconhecido


"Da vida não quero muito... quero apenas saber que tentei tudo o que quis, tive tudo o que pude, amei tudo o que valia e perdi apenas o que no fundo, nunca foi meu." - Carla de Paula




"Já que não tenho o dom de modificar uma pessoa, vou modificar o que eu posso: o meu jeito de olhar para ela!" - Pe. Fábio de Mello


"Certas coisas eu não gosto de falar, mas gostaria que as pessoas percebessem." - Desconhecido


"A imperfeição é a beleza, a loucura é genial e é melhor ser absolutamente ridículo que absolutamente tedioso." - Marilyn Monroe




"Por mais que você mostre, prove e argumente, não faz diferença. As pessoas só enxergam o que querem." - Desconhecido


"No final, vamos recordar não as palavras dos nossos inimigos, mas o silêncio de nossos amigos." Martin Luther King


"Por detrás de uma pessoa que fere, há sempre uma pessoa ferida. Ninguém agride os outros sem primeiro se autoagredir. Ninguém faz os outros infelizes sem primeiro ser infeliz." - Augusto Cury




















sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

AS PERGUNTAS DA VIDA






TRECHOS DE "AS PERGUNTAS DA VIDA" - POR FERNANDO SAVATER


"O homem parece ser o único animal que pode ficar descontente consigo mesmo. O arrependimento é uma das possibilidades sempre abertas à autoconsciência do agente livre. Mas, se somos naturalmente livres, como podemos nos arrepender daquilo que fazemos com nossa liberdade natural? Como pode o desenvolvimento do que naturalmente somos trazer-nos conflitos íntimos? Devemos então, agora, elucidar qual é  a nossa natureza e que sentido tem a noção de "natureza" para nós, os animais capazes de consciência pesada."








"Dizer 'Deus criou o mundo do nada' é tão explicativo quanto afirmar 'não sabemos quem fez o mundo, mas sabemos como pôde fazê-lo. ' Mas, quando se referem ao tema da origem, os cientistas costumam incorrer em paradoxos não muito diferentes dos teológicos. Segundo a teoria do big-bang, por exemplo, o universo se expande a partir de uma explosão  inicial, uma singularidade irrepetível que não se deu em um ponto do espaço e um momento do tempo, e sim, a partir da qual começou a se abrir o espaço e a correr o tempo.  Bem, pois também não é muito claro. Para que haja uma explosão inicial, por mais metafórica que ela seja, algo deve explodir nela; talvez a explosão desse 'algo' seja a origem das nebulosas, galáxias, buracos negros e demais objetos que bem ou mal conhecemos (incluindo no lote nós mesmos), mas então de onde saiu esse 'algo?' ; explodiu quando explodiu , e não antes ou depois? Etc, etc... Vistos os resultados dessas indagações, não será melhor deixarmos de nos fazer essas perguntas ou voltarmos aos mitos para lhes responder poeticamente? No entanto, por acaso podemos deixar de fazê-las?"






Viver Juntos

Ninguém chega a se tornar humano se está sozinho. Nós nos fazemos humanos uns aos outros. Fomos "contagiados" por nossa humanidade: é uma doença mortal que nunca teríamos desenvolvido se não fosse pela proximidade de nossos semelhantes! Foi-nos passada boca-a-boca, pela palavra, mas antes ainda pelo olhar: quando ainda estamos muito longe de saber ler, já lemos nossa humanidade nos olhos de nossos paios ou de quem cuida de nós em seu lugar. É um olhar que contém amor, preocupação, censura ou zombaria: ou seja, significados. E que nos tira de nossa insignificância natural para nos tornar humanamente significativos. Um dos autores contemporâneos que tratou o tema com mais sensibilidade , Tzevetan Todorov, expressa-o assim: "A criança procura captar o olhar de sua mãe não só para que esta acuda para alimentá-la ou reconfortá-la, mas porque esse olhar em si mesmo lhe traz um complemento indispensável: confirma-a em sua existência. [...] Copmo se soubessem a importância desse momento - embora não seja assim - o pai ou  a mãe e o filho podem olhar-se nos olhos longamente; essa ação seria completamente excepcional na idade adulta, quando um olhar mútuo de mais de dez segundos não pode significar mais do que duas coisas: que duas pessoas vão brigar ou fazer amor." "