quarta-feira, 26 de julho de 2017

um Poema de Amor







AMO-TE

Amo-te quanto em largo, alto e profundo
Minh'alma alcança quando, transportada,
sente, alongando os olhos deste mundo, 
os fins do ser, a graça entresonhada.

Amo-te a cada dia, hora e segundo
A luz do sol, na noite sossegada
e é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.

Amo-te com a dor, das velhas penas
com sorrisos, com lágrimas de prece,
e a fé de minha infância, ingênua e forte.

Amo-te até nas coisas mais pequenas, 
por toda vida, e assim DEUS o quiser
Ainda mais te amarei depois da morte.


Elizabeth Barrett Browning





terça-feira, 18 de julho de 2017

RUMI - Em Minha Alma, eu Sei




poema traduzido do inglês:


Em minha alma,
Eu acho que sei...
Devo pensar assim?

Ou devo pensar:
Pelo menos, estou no caminho;

Se eu realmente olhar para trás
Eu vejo todas as minhas pegadas
Bem atrás das marcas
De sua carruagem, Jalal Ud-Din...

É silencioso o caminho
E, às vezes
É também diferente em minha alma...
Quando chego a esta cafeteria
E peço um café
A atendente sorri
Porque ela já me conhece
Há um bom tempo...
Mas então, de repente eu penso:
Ela sabe que eu sou um poeta?
Devo pensar assim?

Ou devo pensar:
Pelo menos, eu digo "obrigada"
Quando o café chega...

Olho para todas as pessoas adoráveis 
E olho para todos os cegos,
Algum  dia, eles verão, Jalal ud-Din...
E, nesse dia,
Esperemos que eles não pisquem
Porque neste piscar
Neste momento
A Eternidade poderia passar!

Eu, eu tento ser, um atendente,
Um atendente da eternidade;

E, quando o atendente traz a minha xícara
Eu digo, das profundezas da minha alma:
"Obrigada"
Mas, eu não deveria dizer:
"Eu sou você?"

Em minha alma, eu sei.






quinta-feira, 13 de julho de 2017

Depois que eu Morrer...








Depois que eu morrer, prefiro que as pessoas se perguntem por que não tenho um monumento, e não por que o tenho. - Marco Pórcio Catão (CATÃO, O VELHO)







“Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tenho só duas datas: a de minha nascença e a de minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus...” 
― Fernando Pessoa




“Se algum dos senhores quiser mandar uma mensagem ao diabo, digam-me imediatamente, pois estou prestes a encontrá-lo.” - Lavinia Fisher, serial killer americana, antes de ser enforcada.



"Meus inimigos,

Que hoje falam mal de mim,

Vão dizer que nunca viram,

Uma pessoa tão boa assim..." - Noel Rosa:



Quando eu morrer, voltarei para o lugar onde eu estava antes de nascer? O completo nada? - Alan Watts




“Meu bom homem, essa não é a hora adequada para fazer inimigos.” - Voltaire, filósofo francês, quando um sacerdote pediu a ele que abandonasse o diabo.




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“Quando eu morrer, vou contar tudo a Deus." -  criança vítima da guerra na Síria

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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Uma Linda Canção - Nossa História Incompleta













Hamari Adhuri Kahani‬ - Nossa Historia Incompleta

Por Arijit Singh

Paas aaye..  
Dooriyaan phir bhi kam naa hui  
Ek adhuri si hamari kahani rahi
Aasmaan ko zameen, ye zaroori nahi
Jaa mile.. jaa mile..

Ishq saccha wahi
Jisko milti nahi manzilein.. manzilein..
Rang thhe, noor tha
Jab kareeb tu tha
Ek jannat sa tha, yeh jahaan
Waqt ki ret pe kuch mere naam sa
Likh ke chhod gaya tu kahaan

Hamari adhuri kahani..
Hamari adhuri kahani.. (x2)

Khushbuon se teri yunhi takra gaye
Chalte chalte dekho na hum kahaan aa gaye
Jannatein agar yahin
Tu dikhe kyon nahin
Chaand suraj sabhi hai yahaan
Intezar tera sadiyon se kar raha
Pyaasi baithi hai kab se yahaan

Humari adhoori kahaani
Humari adhoori kahaani.. (x2)

Pyaas ka ye safar khatam ho jayega
Kuch adhura sa jo tha poora ho jayega

Jhuk gaya aasmaan
Mill gaye do jahaan
Har taraf hai milan ka samaa
Doliya hain saji, khushbuein har kahin
Padhne aaya Khuda khud yahaan..

Hamari adhuri kahani
Hamari adhuri kahani.. (x2)









Nossa História Incompleta (traduzida do inglês a partir do vídeo acima)




Chegamos perto
Embora as distâncias nunca tenham diminuído
Nossa história de amor permaneceu incompleta
Não é preciso que o céu sempre consiga encontrar a terra
O amor verdadeiro
É aquele que não alcan;a seu destino
Havia cores,
Havia um brilho quando você estava
O mundo era como um paraíso

Nas areias do tempo
Algo que parecia meu nome
Você o escreveu
E depois se foi, deixando-me para trás

Nossa historia incompleta...

Deparei com sua fragrância, não sei como
Olhe, enquanto caminha, o quão longe chegamos
Se isto é o paraíso
Então por que não posso encontrar você?
A lua e o céu estão aqui
Tenho esperado você há décadas
A história está incompleta há tanto tempo

Nossa historia incompleta...

Esta historia de matar a sede logo terminará
Algo que estava incompleto logo estará completo
Os céus se curvaram, os mundos se encontraram
Para onde você olhe, há uma atmosfera de encontro
Palanques estão decorados, fragrâncias são espalhadas em todos os cantos
Ate o próprio Deus veio ler 

Nossa história incompleta
Nossa história incompleta...













quarta-feira, 28 de junho de 2017

Emily Dickinson






Alguns poemas de Emily Dickinson:


Ter Medo? De quem terei?
Não da Morte – quem é ela?
O Porteiro de meu Pai
Igualmente me atropela.

Da Vida? Seria cómico
Temer coisa que me inclui
Em uma ou mais existências –
Conforme Deus estatui.

De ressuscitar? O Oriente
Tem medo do Madrugar
Com sua fronte subtil?
Mais me valera abdicar!






A uma luz evanescente
Vemos mais agudamente
Que à da candeia que fica.
Algo há na fuga silente
Que aclara a vista da gente
E aos raios afia.






Morri pela Beleza – mas mal eu
Na tumba me acomodara,
Um que pela Verdade então morrera
A meu lado se deitava.

De manso perguntou por quem tombara…
– Pela Beleza – disse eu.
– A mim foi a Verdade. É a mesma Coisa.
Somos Irmãos – respondeu.

E quais na Noite os que se encontram falam –
De Quarto a Quarto a gente conversou –
Até que o Musgo veio aos nossos lábios –
E os nossos nomes – tapou.






Escondo-me na minha flor,
Para que, murchando em teu Vaso,
tu, insciente, me procures –
Quase uma solidão.






Me ata – canto mesmo assim
Proíbe – meu bandolim –
Toca dentro, de mim –

Me mata – e a Alma flutua
Cantando ao Paraíso –
Sou Tua –











quarta-feira, 21 de junho de 2017

BILHETE





Um poema de Mário Quintana:




Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...





terça-feira, 13 de junho de 2017

Simpatia





Trago hoje um poema de Casimiro de Abreu:



O QUE É - SIMPATIA
(A uma menina)

Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

Simpatia - meu anjinho,
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'Agôsto,
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é - quase amor!




quarta-feira, 7 de junho de 2017

António Aleixo






Do lindo blog de Maria Dilar, o "Luares de Agosto." Não pude deixar de compartilhar.


Glosa

Se Deus te deu, com certeza
Tanta luz, tanta pureza, P'rò meu destino ser teu
Deu-me tudo quanto eu queria
E nem tanto eu merecia...
 Que feliz destino o meu!

Às vezes até suponho
 Que vejo através dum sonho
 Um mundo onde não vivi.
 Porque não vivi outrora
 A vida que vivo agora
 Desde a hora em que te vi.

Sofro enquanto não te veja
 Ao meu lado na igreja,
 Envolta num lindo véu
. Ver então que te pertenço,
 Oh! Meu Deus, quando assim penso
 Julgo até que estou no céu.

É no teu olhar tão puro
Que vou lendo o meu futuro
 Pois o passado esqueci;
 E fico recompensado
 Da perda desse passado
 Quando estou ao pé de ti.

Poema de António Aleixo, em "Este Livro que Vos Deixo."





Também de António Aleixo:




Os Vendilhões do Templo

Deus disse: faz todo o bem 
Neste mundo, e, se puderes, 
Acode a toda a desgraça 
E não faças a ninguém 
Aquilo que tu não queres 
Que, por mal, alguém te faça. 

Fazer bem não é só dar 
Pão aos que dele carecem 
E à caridade o imploram, 
É também aliviar 
As mágoas dos que padecem, 
Dos que sofrem, dos que choram. 

E o mundo só pode ser 
Menos mau, menos atroz, 
Se conseguirmos fazer 
Mais p'los outros que por nós. 

Quem desmente, por exemplo, 
Tudo o que Cristo ensinou. 
São os vendilhões do templo 
Que do templo ele expulsou. 

E o povo nada conhece... 
Obedece ao seu vigário, 
Porque julga que obedece 
A Cristo — o bom doutrinário. 





Não Creio nesse Deus

Não sei se és parvo se és inteligente 
— Ao disfrutares vida de nababo 
Louvando um Deus, do qual te dizes crente, 
Que te livre das garras do diabo 
E te faça feliz eternamente. 

II 

Não vês que o teu bem-estar faz d'outra gente 
A dor, o sofrimento, a fome e a guerra? 
E tu não queres p'ra ti o céu e a terra.. 
— Não te achas egoísta ou exigente? 

III 

Não creio nesse Deus que, na igreja, 
Escuta, dos beatos, confissões; 
Não posso crer num Deus que se maneja, 
Em troca de promessas e orações, 
P'ra o homem conseguir o que deseja. 

IV 

Se Deus quer que vivamos irmãmente, 
Quem cumpre esse dever por que receia 
As iras do divino padre eterno?... 
P'ra esses é o céu; porque o inferno 
É p'ra quem vive a vida à custa alheia! 





António Fernandes Aleixo OB (Vila Real de Santo António, 18 de fevereiro de 1899 — Loulé, 16 de novembro de 1949) foi um poeta popular português.

Biografia (fonte: Wikipedia)
Considerado um dos poetas populares portugueses de maior relevo, afirmando-se pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado como homem simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.
No emaranhado de uma vida cheia de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples houve o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante, exerceu em França.
De regresso ao seu Algarve natal, estabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, atividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de «poeta-cauteleiro».
Faleceu vítima de uma tuberculose, a 16 de novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.







terça-feira, 30 de maio de 2017

Richard Clayderman






RICHARD CLAYDERMAN





A música de Richard Clayderman embalou os anos 80. Quem se lembra?






Wikipedia: Filho de um professor de piano, Clayderman foi iniciado muito cedo nas artes do piano, e com a idade de seis anos podia ler as músicas com muita facilidade e precisão. Aos doze anos entrou para um Conservatório de música, e aos dezesseis ganhou seu primeiro prêmio.






Após deixar o conservatório, formou com alguns amigos um grupo de rock, mas sua vida mudou drasticamente em 1976, quando o produtor francês Olivier Toussaint compôs uma balada em homenagem à sua filha recém nascida, Adeline, e então ele contratou Richard para executar sua obra e gravá-la em LP.




Richard se apresentou no Brasil em 1999 e novamente em 2008. Em seus concertos estão presentes canções como "For Love", "Letter to my Mother", "Dolannes Melody" e "Ballade pour Adeline". 







Em 2002, acompanhado por um conjunto de nove músicos, o pianista tocou alguns números de música brasileira, como "Samba de uma Nota Só". Richard apresentou-se em Curitiba - PR no dia 30 de outubro de 2014 no Teatro Positivo acompanhado de quatro violinistas,dois violoncelistas e música eletrônica. Fez uma homenagem ao conjunto musical Abba.










segunda-feira, 29 de maio de 2017

SARTRE






Alguns pensamentos de Jean-Paul Sartre.




"Falamos na nossa própria língua e escrevemos numa língua estrangeira."





Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana , os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem.




Para saber uma verdade qualquer a meu respeito, é preciso que eu passe pelo outro.


A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.


Eu era uma criança, esse monstro que os adultos fabricam com as suas mágoas.


Se você sente tédio quando está sozinho é porque está em péssima companhia.


A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado
para o resto da vida. 



Viver é isso: ficar se equilibrando o tempo todo, entre escolhas e consequências.





"O importante não é o que fazemos de nós, mas o que nós fazemos daquilo que fazem de nós." JEAN PAUL SARTRE (1905-1980).

Antes de chegar nesta tão célebre frase, Sartre passou por toda uma construção anterior desse pensamento desembocando posteriormente no pensamento conhecido como existencialista. Em L´Imaginaire desenvolve um pensamento separatista da percepção e da imaginação, em L´Être et le néant contesta o subconsciente freudiano desvinculando-se do determinismo religioso,e  no qual no decorrer da leitura vê-se o cerne da idéia posterior de responsabilizar o homem pelos seus próprios atos expondo a idéia de liberdade como um aprisionamento do ser (“Não somos livres de ser livres”) já que o homem é o único ser capaz de criar o nada:

 “Ao tomar uma decisão, percebo com angústia que nada me impede de voltar atrás. Minha liberdade é o único fundamento dos valores.”

Desta forma gera no homem a angústia de saber que nada o impede de voltar atrás, o medo de arcar com sua própria liberdade. Assim, condenados a uma liberdade insatisfatória, jamais alcançando o que realmente desejamos sendo, portanto, uma liberdade irrealizável.

A Existência precede a essência?

Para o pensamento de Sartre Deus não existe, portanto o homem nasce despido de tudo, qual seja um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem, o que significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para concebê-la, a única natureza pré-existente é a biológica, ou seja; a sobrevivência, o resto se adquire de tal forma que não vem do sujeito é ensinado a ele pelo mundo exterior.

Se Deus não existe não encontramos, já prontos, valores ou ordens que possam legitimar a nossa conduta. Assim não teremos justificativa para nosso comportamento. Estamos sós, sem desculpas.

É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre (pensamento desenvolvido em o ser e o nada). Condenado, porque não se criou a si mesmo, mas por estar livre no mundo  estamos condenados a ser livres, mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é, ou seja;

“Não somos aquilo que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós”.

O homem é aquilo que ele mesmo faz de si, é a isto que chamamos de subjetividade. Desse modo, o primeiro passo do existencialismo é de por todo o homem na posse do que ele é e de submetê-lo à responsabilidade total de sua existência. Para o existencialista não ter a quem culpar já que Deus não existe, e o subconsciente não existe é o que leva ao pensamento da liberdade não livre, pois, junto com eles, desaparecem toda e qualquer possibilidade de encontrar valores inteligíveis, nem um modelinho pré-definido a ser cumprido.

            A fórmula "ser livre" não significa "obter o que se quer", e sim "determinar-se a escolher". Segundo Sartre o êxito não importa em absoluto à liberdade. Um prisioneiro não é livre para sair da prisão, nem sempre livre para desejar sua libertação, mas é sempre livre para tentar escapar.

            Sendo livres somos responsáveis por nossas ações consequentemente somos livres para pensar e conceber nossos próprios paradigmas, não sendo então aquilo que fizeram de nós e sim nos criando a partir do que fizeram de nós. Somos o que escolhemos ser. - fonte: site Brasil Escola



um Poema de Amor

AMO-TE Amo-te quanto em largo, alto e profundo Minh'alma alcança quando, transportada, sente, alongando os olhos ...