domingo, 29 de setembro de 2013

A Arte da Guerra








Trechos de A Arte da Guerra, por Sun Tzu






"Não se requer muita força para levantar um cabelo, não é necessário ter uma visão de águia para ver o sol e a lua, nem se necessita ter ouvidos de lobo para escutar o retumbar do trovão. O que todo mundo conhece não se chama sabedoria. A vitória sobre os demias obtida por meio das batalhas não é considerada uma boa vitória. Na antiguidade, os que eram conhecidos como grandes guerreiros venciam quando era fácil vencer."




"A sabedoria não é algo óbvio, o grande mérito não se anuncia. Quando você é capaz de ver o sutil, é fácil ganhar; que tem isto a ver com a inteligência ou a bravura? Quando se resolvem os problemas antes que eles surjam, quem chama isso de inteligência? Quando há vitória sem batalha, quem fala em bravura?"





"Ha estradas que não devem ser percorridas, exércitos que não devem ser atacados, cidades que não devem ser capturadas, posições que não se deve desafiar, comandos do soberano que não devem ser obedecidos."







"Um general disciplinado e calmo espera sempre o surgimento de desordem e inquietação no inimigo. Esta é a arte do autocontrole."









"Na guerra, o que dissimula as suas intenções vencerá."




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"Não podemos formar alianças sem conhecer as intenções do nosso vizinho."









"Servir-se da harmonia para desvanecer a oposição, não atacar um exército inocente, não fazer prisioneiros ou tomar saques por onde passa o exército, não cortar as árvores nem contaminar os poços, limpar e purificar os templos das cidades e montanhas do caminho que atravessa, não repetir os erros de uma civilização decadente, a tudo isto chamamos o Tao e suas leis."








"A grande sabedoria não é algo óbvio, o grande mérito não se anuncia. Quando você é capaz de ver o sutil, é fácil ganhar; que tem isto a ver com a inteligência ou bravura? Quando se resolvem os problemas antes que eles surjam, quem chama a isso de inteligência? Quando há vitória sem batalha, quem fala em bravura?"






"Ó, a divina arte da sutileza e do sigilo! Através dela nós aprendemos a nos movimentar invisíveis e inaudíveis. Através dela marchamos sem deixar rastro, como misteriosos espíritos da floresta. Através dela, temos o destino do inimigo em nossas mãos."

***




A Arte da Guerra (chinês: 孫子兵法; pinyin: sūn zĭ bīng fǎ literalmente "Estratégia Militar de Sun Tzu"), é um tratado militar escrito durante o século IV A.C pelo estrategista conhecido como Sun Tzu. O tratado é composto por treze capítulos, cada qual abordando um aspecto da estratégia de guerra, de modo a compor um panorama de todos os eventos e estratégias que devem ser abordados em um combate racional. Acredita-se que o livro tenha sido usado por diversos estrategistas militares através da história como Napoleão, Zhuge Liang, Cao Cao, Takeda Shingen e Amo Tse Tung.





terça-feira, 24 de setembro de 2013

A CRIANÇA QUE PENSA EM FADAS






A Criança que Pensa em fadas - Alberto Caeiro 





A criança que pensa em fadas e acredita em fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em algum ponto
Só que não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.




sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Cartas a Theo - Vincent Van Gogh - Parte II





Trechos de "Cartas a Theo", mensagens que Vincent Van Gogh trocou com seu irmão Theo






"...cometeremos provavelmente também pesadas e más ações, mas é verdade que é preferível ter o espírito ardente, por mais que tenhamos que cometer mais erros, do que ser mesquinho e demasiado prudente."




"Se só pudéssemos dizer poucas palavras, mas que tivessem um sentido, seria melhor do que pronunciar muitas que não fossem mais que sons vazios, e que poderiam ser pronunciadas com tanto mais facilidade, quanto menos utilidade tivessem."





"Às vezes é bom ir ao fundo e frequentar os homens, e às vezes somos até obrigados e chamados a isto, mas aquele que prefere permanecer só e tranquilo em sua obra, e não quer ter mais que uns poucos amigos, é quem circula com maior segurança entre os homens e no mundo."






"...Um dia, nós também deveremos passar pelo que se chama morte, e "que o fim da vida humana são lágrimas ou cabelos brancos". O que existe além é um grande mistério que só Deus conhece, e que nos revelou de maneira irrefutável por sua palavra, que há uma ressurreição dos mortos."







"O sentimento e o amor pela natureza encontram cedo ou tarde um eco naqueles que se interessam pela arte. O pintor tem como dever mergulhar completamente na natureza, e utilizar toda a sua inteligência, colocar todo seu sentimento em sua obra, para que ela se torne compreensível para os outros. Mas trabalhar tendo em vista apenas a venda não é precisamente, no meu entender, o verdadeiro caminho, a não ser para zombar dos apreciadores."






"...As grandes coisas não se fazem só por impulso, e são o encadeamento de muitas pequenas coisas reunidas num todo."






"Não creia que os mortos estejam mortos. Enquanto houver viventes, os mortos viverão, os mortos viverão."





"Cada vez mais eu acho que não se deve julgar o bom Deus a partir deste mundo daqui, pois este é um estudo seu que não deu certo."




"...A vida real que vivemos atualmente comparável a um simples trajeto de trem. Andamos depressa, mas não distinguimos nenhum objeto de muito perto, e sobretudo, não conseguimos ver a locomotiva."


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

José Saramago








Pensamentos de José Saramago






"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome; essa coisa é o que somos."







"Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala."





"Se tens um coração de ferro, bom proveito. 
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."






"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais."






"A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre."





"A única maneira de liquidar o dragão é cortar-lhe a cabeça, aparar-lhe as unhas não serve de nada."





Poema à boca fechada 


Não direi: 
Que o silêncio me sufoca e amordaça. 
Calado estou, calado ficarei, 
Pois que a língua que falo é de outra raça. 

Palavras consumidas se acumulam, 
Se represam, cisterna de águas mortas, 
Ácidas mágoas em limos transformadas, 
Vaza de fundo em que há raízes tortas. 

Não direi: 
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem, 
Palavras que não digam quanto sei 
Neste retiro em que me não conhecem. 

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas, 
Nem só animais boiam, mortos, medos, 
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam 
No negro poço de onde sobem dedos. 

Só direi, 
Crispadamente recolhido e mudo, 
Que quem se cala quando me calei 
Não poderá morrer sem dizer tudo.





"Somos todos escritores, só que alguns escrevem e outros não."





"O costume de cair endurece o corpo, ter chegado ao chão, só por si, já é um alívio."





José Saramago




José de Sousa Saramago foi um escritor, argumentista, teatrólogo, ensaísta, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português. Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. 
Nascimento: 16 de novembro de 1922, Azinhaga, Portugal
Falecimento: 18 de junho de 2010, Tias, Espanha

Prêmios: Nobel de Literatura, Prêmio Camões






domingo, 15 de setembro de 2013

Sêneca de Manhãzinha





Alguns pensamentos de Sêneca




"Eu não sou um sábio e, para que a tua malevolência  se regozije, acrescento, nunca serei." É por isso que não exijo ser igual aos melhores, apenas melhor que os maus. basta-me que, a cada dia, eu corte um pouco meus vícios e castigue meus erros. Não estou curado nem ficarei de todo sadio."





"Então dirás: "Tu dás para receber algo em troca?" 
Respondo: "Eu dou para que não se perca. O que for doado vai ficar em um lugar onde não pode ser reclamado, mas pode ser devolvido."





"...com relação a algumas virtudes, é preferível o uso de esporas e, com outras, o uso do freio."




"...Por isso, o sábio disse: Não sou eu que falo de uma maneira e vivo de outra. És tu que entendes uma coisa por outra. Estás ouvindo o que te chega aos ouvidos, mas não procuras entender o significado das palavras."




"Que loucura é essa, tão inimiga dos deuses e dos homens, que destrata e profana com palavras maldosas as coisas sagradas? Se puderes, elogia o bom, senão, segue o teu caminho. Mas se gostas de ser infame, agridam-se mutuamente. Quando ficas furioso contra o céu, não vou dizer que cometes um sacrilégio, apenas lutas em vão."






quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Cartas a Theo - Vincent Van Gogh - Parte I






Trechos do livro "Cartas a Theo," que consiste em cartas trocadas entre Vincent Van Gogh e seu irmão, Theo.







"É no cemitério que eu prefiro tomar a palavra, porque ali todos pisamos o mesmo chão, e não somente pisamos o mesmo chão, mas também sempre percebemos isto."






"Aquele que ama muito realiza grandes coisas, e o que se faz por amor está bem feito."






"Não conheço melhor definição da palavra arte do que esta: "A arte é o homem acrescentado à natureza."; à natureza, à realidade, à verdade, mas com um significado, com uma concepção, com um caráter, que o artista ressalta, e aos quais dá expressão, "resgata", distingue, liberta, ilumina."





"... o que se passa no íntimo revela-se exteriormente? Fulano tem uma grande chama queimando em sua alma, e ninguém jamais vem nela se esquentar, e os transeuntes só percebem um pouquinho de fumaça no alto da chaminé e seguem então seu caminho. E agora, o que fazer? Sustentar esta chama interior, ter substância em si mesmo, esperar pacientemente, e no entanto com quanta impaciência, esperar, dizia, a hora em que alguém desejar aproximar-se - e ficar? Que sei eu? Quem quer que acredite em Deus, que espere a hora que cedo ou tarde chegará."





"Um pássaro na gaiola durante a primavera sabe muito bem que existe algo em que ele pode ser bom, sente muito bem que há algo a fazer, mas não pode fazê-lo. O que será? Ele não se lembra muito bem. Tem então vagas lembranças e diz para si mesmo: Os outros fazem seus ninhos, tem seus filhotes e criam sua ninhada," e  então bate com a cabeça nas grades da gaiola. E a gaiola continua  ali, e o pássaro fica louco de dor.
"Vejam que vagabundo", diz um outro pássaro que passa, "esse aí é um tipo de aposentado". No entanto, o prisioneiro vive, e não morre, nada exteriormente revela o que se passa em seu íntimo, ele está bem, está mais ou menos feliz sob os raios de sol. Mas vem a época da migração. Acesso de melancolia - "mas" dizem as crianças que o criam na gaiola, "afinal ele tem tudo o que precisa." E ele olha lá fora o céu cheio, carregado de tempestade, e sente em si a revolta contra a fatalidade. "Estou preso, estou preso e não me falta nada, imbecis! Tenho tudo o que preciso. Ah! Por bondade, liberdade! Ser um pássaro como outros." Aquele homem vagabundo assemelha-se a este pássaro vagabundo... E os homens ficam impossibilitados de fazer algo, prisioneiros de não sei que prisão horrível, horrível, muito horrível. Há também, eu sei, a libertação, a libertação tardia. Uma reputação arruinada, com ou sem razão, a penúria, a fatalidade das circunstâncias, o infortúnio, fazem prisioneiros. Nem sempre sabemos dizer o que é que nos encerra, o que é que nos cerca, o que é que parece nos enterrar, mas no entanto sentimos não sei que barras, que grades, que muros. Será tudo isto imaginação, fantasia? Não creio; e então nos perguntamos: meu Deus, será por muito tempo, será para sempre, será para a eternidade? Você sabe o que faz desaparecer a prisão. E toda afeição profunda, séria. Ser amigos, ser irmãos, amar, isto abre a porta da prisão por poder soberano, como um encanto muito poderosos. 
Mas aquele que não tem isto permanece na morte. Mas onde renasce a simpatia, renasce a vida. Além disso, às vezes a prisão se chama preconceito, mal-entendido, ignorância, falta disto ou daquilo, desconfiança, falsa vergonha."





"Agora, uma das causas pelas quais eu estou agora deslocado - e por que durante tantos anos estive  deslocado - é simplesmente porque tenho ideias diferentes das desses senhores que dão cargos àqueles que pensam como eles."



7 comportamentos que o orgulhoso tem, mas não pense que são só sete…

Um texto de Cristiane Cardoso, do blog Fé 7 comportamentos que o orgulhoso tem, mas não pense que são só sete… 1-...