domingo, 30 de junho de 2013

Salmo 23






Salmo 23

O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.

refrigera a minha alma.; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.

Ainda que eu ande pelas sombras do Vale da Morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.




Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.

Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.




quinta-feira, 27 de junho de 2013

Goethe




Pensamentos de Goethe



"Somente aquele que foi o mais sensível pode tornar-se o mais frio e o mais duro, para se defender do mais pequeno golpe - e esta própria couraça lhe pesa muitas vezes."



"Ah, que diferença entre o juízo que fazemos de nós e o que fazemos dos outros!"




"Ingratidão é uma forma de fraqueza. Jamais conheci homem de valor que fosse ingrato."




"Muitos são orgulhosos por causa daquilo que sabem; face ao que não sabem, são arrogantes."





"Um grande erro: crer-se mais importante do que se é e estimar-se menos do que se vale."




"Coloca na cabeça perucas com cem mil cachos, / coloca nos pés coturnos de um braço de altura, /continuarás sempre a ser o que és."




"Qual o melhor dos governos? Aquele que nos ensina a governarmo-nos a nós próprios."




"Legisladores ou revolucionários que prometem simultaneamente a igualdade e a liberdade são sonhadores ou charlatães."





Do site "O Pensador"

terça-feira, 25 de junho de 2013

Por que Jogamos na Loteria?





Trecho do livro "Pílulas de Neurociência Para uma Vida melhor", de Suzana Herculano-Houzel



Matemáticos e economistas adoram fazer tabelas com as chances de investimentos darem certo ou errado, e dizem que devemos usá-las para tomar decisões racionalmente. Faz sentido, é claro. Só não funciona na prática- porque o ser humano tima (felizmente!) em não se guiar apenas pela razão.

Por exemplo: diz a matemática financeira que devemos sempre aceitar qualquer divisão, de prêmios ou balas, que nos for ofertada. Mesmo as injustas: afinal, qualquer coisa no bolso é melhor do que um bolso vazio. No entanto, ofertas injustas despertam protestos do córtex da ínsula, aquela parte do cérebro que sinaliza desgosto e repulsa.  Se a ínsula fala alto o suficiente , seus protestos ganham tendências racionais - e acabamos por recusar uma oferta que, racionalmente, deveríamos ter aceitado.




Loterias são exemplos divertidos do oposto: situações em que a razão manda não se fazer investimento algum, pois a chance de retorno é ínfima. A própria Caixa deixa bem claro em seu site: a chance de um apostador da Mega Sena jogar em seis números e acertar todos os seis em um concurso qualquer é de uma em 50 milhões. Dito de outra forma, quem faz um jogo tem 49.999.999 chances em 50 milhões de apenas ficar R$1,75 mais pobre. O córtex pré-frontal toma nota e vota - racionalmente - por guardar o R$1,75 no bolso.

Mas outras parte do cérebro pensa em outra coisa: quão bom seria ganhar o prêmio? Por mais improvável que seja, a eventualidade de um prêmio de vários milhões de reais certamente seria motivo de grande euforia e muitas coisas desejáveis - casa própria, carro, segurança. O sistema de recompensa, que sinaliza para o restante do cérebro o que tem chance de dar bons resultados, também toma nota e dá seu voto.




Quem toma a decisão, no fim das contas, parece ser uma região no centro pré-frontal, que pesa os possíveis custos (quando a ínsula se importa de perder R$1,75) e benefícios  (quanto o sistema de recompensa gostaria do prêmio). Pelo jeito, essa parte do cérebro de cerca de 2 milhões de brasileiros entende a cada concurso que R$1,75 é um custo baixo para se concorrer à chance, mínima mas real, de ganhar uma bolada.

Se fôssemos racionais, não apostaríamos na Mega Sena  nunca - e, como o prêmio vem da arrecadação com as apostas, não haveria prêmios milionários a dividir entre improváveis ganhadores. Afinal, certo mesmo é o seguinte: quem não joga na loteria tem 100% de chance de não ganhar!



quinta-feira, 20 de junho de 2013

Anjos do Céu - Álvares de Azevedo



Anjos do Céu (Álvares de Azevedo)



As ondas são anjos que dormem no mar,
Que tremem, palpitam, banhados de luz...
São anjos que dormem, a rir e sonhar
E em leito d'escuma revolvem-se nus!

E quando de noite vem pálida a lua
Seus raios incertos tremer, pratear,
E a trança luzente da nuvem flutua,
As ondas são anjos que dormem no mar!

Que dormem, que sonham- e o vento dos céus
Vem tépido à noite nos seios beijar!
São meigos anjinhos, são filhos de Deus,
Que ao fresco se embalam do seio do mar!

E quando nas águas os ventos suspiram,
São puros fervores de ventos e mar:
São beijos que queimam... e as noites deliram,
E os pobres anjinhos estão a chorar!

Ai! quando tu sentes dos mares na flor
Os ventos e vagas gemer, palpitar,
Por que não consentes, num beijo de amor
Que eu diga-te os sonhos dos anjos do mar?



terça-feira, 18 de junho de 2013

PARA VIVER EM PAZ





Trechos do livro "Para Viver em Paz"- Por Thich Nhât Hanh

Dia de Alertar a Mente


Nossa mente deveria estar alerta todos os dias, e todas as horas. Sei que isso é fácil de dizer mas difícil de fazer. Por isso sugiro que cada qual reserve um dia da semana e o dedique inteiramente à prática de alertar a mente.  (...) Nós vivemos permanentemente com a impressão de que nosso dia está sendo roubado por nossa família, pelo nosso trabalho ou sociedade. Assim, recomendo que cada qual escolha um dia da semana como 'seu' dia dia. Sábado, talvez. Se assim tiver escolhido, faça do sábado um dia inteiro seu, um dia em que você é o mestre absoluto de você mesmo. Esse dia da semana será a alavanca que o impulsionará a criar o hábito de alertar a mente. Todos os que trabalham devem ter direito a esse dia, para que não se percam no redemoinho de atividades e preocupação.




(...)Antes mesmo de sair da cama, comece a seguir sua respiração - lentas, longas e conscientes inspirações e expirações. levante-se então lentamente (em lugar de saltar da cama como usualmente) sempre cultivando esse espírito de alertar a mente. Escove os dentes, lave o rosto, faça todas as atividades matinais calma e relaxadamente, cônscio de cada movimento. (...)



Seu banho deve durar no mínimo, meia hora. banhar-se alerta e relaxadamente de forma que ao fim você se sinta leve e renovado.  Depois, você pode fazer trabalhos de casa como lavar roupa, espanar os móveis, esfregar o assoalho da cozinha ou arrumar os livros na estante. (...) Tome por exemplo os mestres zen. Seja qual for a tarefa, eles a realizam pausada e serenamente, sem a menor relutância.



(...) Procure fazer seu próprio almoço. Prepare sua comida e lave depois seus pratos mantendo alerta a mente. pela manhã, depois de ter arrumado a casa, e à tarde, depois de ter trabalhado no jardim, ou apreciado as nuvens, ou colhido flores, prepare um bule de chá, e tome-o com plena consciência.  gaste um bom tempo para isso. Não tome chá como alguém que engole um café às pressas durante os intervalos de trabalho. Tome seu chá calma e reverentemente, como se fosse ele o eixo em torno do qual a terra gira - lenta e pausadamente, sem se precipitar em direção ao futuro. Vida é o momento presente. Só o presente é vida. Não se apegue ao futuro. Não se preocupe com as coisas que tem a fazer. Não pense em se levantar ou sair para fazer alguma coisa, não pense em sair de onde está. Lembre-se destas linhas do meu poema "Borboleta sobre o campo dourado de mostarda:"



Seja um botão de flor, serenamente pousado no canteiro.
Seja um sorriso, um pedaço de gloriosa existência.
Permaneça onde está. Não há por que partir.
esta terra é tao bela quanto a da sua meninice.
Não a magoe pois, continue a cantar.



(...) Depois de fazer uma ligeira caminhada aspirando o ar fresco da noite, e acompanhando sua respiração com a contagem de seus passos, finalmente, volte para o seu quarto, e com a mente alerta, adormeça.




domingo, 16 de junho de 2013

Não à Violência!!!



Não à Violência!




A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.






A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano.




Eu sou contra a violência porque parece fazer bem, mas o bem só é temporário; o mal que faz é que é permanente.






A violência é sempre terrível, / mesmo quando a causa é justa.




A perseverança é mais eficaz do que a violência, e muitas coisas que, quando reunidas, são invencíveis, cedem a quem as enfrenta um pouco de cada vez.




sexta-feira, 14 de junho de 2013

Tudo é Amor




TUDO É AMOR



Vida: É o amor existencial
Razão: É o amor que pondera
Ciência: É o amor que investiga
Filosofia: É o amor que pensa
Religião: É o amor que busca Deus
Verdade: É o amor que eterniza
Fé: É o amor que transcende
Esperança: É o amor que sonha
Caridade: É o amor que auxilia
Sacrifício: É o amor que esforça
Renúncia: É o amor que se depura
Simpatia: É o amor que sorri
Trabalho: É o amor que constrói
Indiferença: É o amor que se esconde
Paixão: É o amor que se desiquilibra
Ciúme: É o amor que desvaira
Egoísmo: É o amor que animaliza
Orgulho: É o amor que envenena
Vaidade: É o amor que embriaga.
Finalmente, o ódio que julgas ser a antítese do amor , não é
senão o próprio amor que adoeceu gravemente"


Chico Xavier


quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Despertar da Intuição - James Van Praagh




Trechos de "O Despertar da Intuição" - por James Van Praagh

Interpretando a Intuição

Existem muitos níveis de intuição. Nenhum padrão se aplica a todas as pessoas. Comece interpretando seus pensamentos e sentimentos e usando da maior honestidade possível. Ninguém melhor do que você é capaz de saber o que se passa em seu íntimo.
No nível físico, podemos ter sensações corporais nos avisando de perigos ou ameaças. Uma amiga chamada Penny me contou sobre uma ocasião em que planejava uma viagem para encontrar sua filha em Paris. De lá, alugariam um carro para viajar pelo sul da França. Ela já havia reservado sua passagem de avião , o aluguel do carro e comprado vários guias de viagem. Cerca de duas semanas antes de partir, Penny começou a ter terríveis cãibras estomacais, que surgiram sem nenhuma explicação e não estavam relacionadas a nenhuma doença.



Ela me disse:
- Eu já fui acometida deste problema antes. Acho que é medo, como se fosse um sistema de alarme em meu corpo.
As cãibras continuaram, mas ela resolveu viajar assim mesmo.
-Eu não estava com medo que o avião caísse, mas sabia que a dor tinha a ver com a viagem.
Quando ela chegou a Paris, chovia.
-Eu me surpreendi várias vezes tentando entender a razão das cãibras. Na última semana da viagem, veio a resposta. Estávamos indo de carro para Cannes, e a chuva continuava. Parei num sinal vermelho, e ao olhar pelo espelho retrovisor, vi um carro vindo a toda velocidade na nossa direção. Percebi que ele não ia parar e só consegui fazer uma pequena prece, enquanto o carro atingia a nossa traseira. Felizmente, eu sempre me certificava de que minha filha usasse o cinto de segurança. Se ela estivesse sem o cinto, teria sido arremessada pelo vidro da frente. Logo que o carro se chocou contra o nosso, eu soube que era por isso que eu vinha sentindo medo. De certa forma, fiquei aliviada por ter terminado.
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domingo, 9 de junho de 2013

Orfandades - Pe. Fábio de melo





Trechinho do livro "Orfandades - O Destino das Ausências" - Pe. Fábio de Melo


"A notícia me doeu na carne. Rolei pelo chão do quarto acometida pelas mesmas dores que o expulsaram do meu ventre vinte e três anos antes. As dores da morte eram as mesmas que as do nascimento. As contrações naturais que encaminharam o meu menino ao mundo estavam de volta. Retornavam os dolorosos movimentos dos interiores que já não toleram mais o corpo invasor. Mas dessa vez sem o que expelir. Doíam vazios, doíam ocos, doíam solitários. No nascimento, só a expulsão cessa a dor. O menino que desliza pelas pernas arranca consigo as agonias da carne. Era ele o espinho que magoava o corpo. Mas a mágoa é bem-vinda. Todos sabem. Toda forma de nascimento é um milagre em si. Nas cimento é superação das sombras. É quebra de crepúsculo."




sexta-feira, 7 de junho de 2013

Poemas de Arana do Cerrado





Alguns poemas que expressam um pouco do grande talento de Arana do Cerrado. Arana tem uma página no Recanto das Letras.






Lonjuras


No leme dessa nau
contemplo sem esmorecer.

nasci ribeirinha.

em água grande desde sempre mergulhei.
finas areias, pedras enormes roliças,
antes de barrarem sua força e beleza.

tornou-se o Paranaíba sem voz,
parado, quieto por cima...
em suas barrancas quis morrer numa noite escura,
não deu-me permissão.

isso foi antes, muito antes
da vigília galos-madrugadas
em insones noites
de carneirinhos contados, recontados,
olhos secos,
antes de todo mar e sal mudarem-se pra oca...
boiei anos!

distante, fria, dormente, revirei-me com a morte.

na lonjura desses dias à ferro e fogo,
deixo vento desalinhar-me inteira e se sonhos desbotam,
aquarelo-os!
todos desejos, pássaros-livres,
liberto-os com ardor.

hora de cantar a vida
lançar fora correntes
desembaraçar laços, teias,
hora de enxergar pelas janelas d'alma
essa calma que agora habita-me!








Coração é terra de ninguém......



Se pudesse tocar seu coração
com minha emoção,
os dias teriam mais sóis nas chuvas
e as noites,luares cheios na nova.

Ah se pudesse tocar seu coração!!!!
os verdes dos olhos reaprenderiam brilhar
sem marejos e seria livre o cantar
amordaçado de tristezas
por não lhe tocar...

Daqui posso ver onde devo chegar...

Amanhã, se houver, acordo outra,assim é.
Aquela que iniciou essa prosa/pensamentos,já não existe mais!
Aquela morreu.
Outra continua e não há mais mistérios...

Então como posso tocar seu coração???

Distraí-me com a totalidade da VIDA/MORTE!!

Vivemos para a morte e este prazer é efêmero quando aprofundamos no ponto.

Por sobre a água espelho
por baixo molhada....
Viver é assim.

Perdão por desejar tocar seu coração.












um Poema de Amor

AMO-TE Amo-te quanto em largo, alto e profundo Minh'alma alcança quando, transportada, sente, alongando os olhos ...