terça-feira, 30 de julho de 2013

QUEEN


Queen é uma banda britânica de hard rock formada em Londresem 1971, originalmente composta pelo vocalista Freddie Mercury o guitarrista Brian May, o baixista John Deacon e o baterista Roger Taylor.. Essa formação permaneceu inalterada durante toda a trajetória original do grupo, que acabou com a morte de Mercury em 1991 e a posterior aposentadoria de Deacon, em 1997; porém, ocasionalmente, May e Taylor se reúnem a outros músicos para dar prosseguimento ao grupo.

Considerada uma das bandas mais importantes da história do rock and roll o Queen já vendeu mais de trezentos milhões de discos ao redor do mundo, e é apontado como principal influência de várias bandas famosas que surgiram dos anos em diante, e suas canções continuam a ser lembradas até hoje, fazendo do Queen uma das bandas mais reconhecíveis ao grande público devido a seu estilo único.







Uma música curtinha, pouco conhecida, do álbum Sheer Heart Attack. Bastante suave.

Lilly of the Valley
(Lírio do Vale)



I  am forever searching high and low
(Estou para sempre procurando em todos os lugares)
But why does everybody tell me no
(Mas por que todos me dizem não?)
Neptune of the seas
(Netuno dos mares)
Have you an answer for me please
(Você tem uma resposta para mim, por favor?)
And the lily of the valley doesn't know
(E o lírio do vale não sabe)

I lie in wait with open eyes
(Me deito e espero de olhos abertos)
I carry on through stormy skies
(Continuo através de céus tempestuosos)
I follow every course
(Sigo todos os cursos)
My kingdom for a horse
(Meu reino por um cavalo)
But each time I grow old
(mas cada vez, eu envelheço)
Serpent of the nile
(Serpente do Nilo)
Relieve me for a while
(Alivie-me um pouco)
And cast me from your spell and let me go
(E livre-me de seu feitiço, me deixe ir)

Messenger from seven seas has flown
(Mensageiros dos sete mares fluiu)
To tell the king of rhye he's lost his throne
(para dizer ao rei de Rhye que ele perdeu seu trono)
Wars will never cease
(As guerras jamais cessarão)
Is there time enough for peace
(Há tempo suficiente para a paz?)
But the lily of the valley doesn't know
(Mas o lírio do vale não sabe)






sábado, 27 de julho de 2013

MOZART



Mozart

Wolfgang Amadeus Mozart, batizado Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart; Salzburg, 27 de janeiro de 1756 -  Viena, 5 de dezembro de 1791) foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.

Mozart mostrou uma habilidade musical prodigiosa desde sua infância. Já competente nos instrumentos de teclado e no violino, começou a compor aos cinco anos de idade, e passou a se apresentar para a realeza européia, maravilhando a todos com seu talento precoce. Chegando à adolescência, foi contratado como músico da corte em Salzburgo, porém as limitações da vida musical na cidade o impeliram a buscar um novo cargo em outras cortes, mas sem sucesso. Ao visitar Viena em 1781 com seu patrão, desentendeu-se com ele e solicitou demissão, optando por ficar na capital, onde, ao longo do resto de sua vida, conquistou fama, porém pouca estabilidade financeira. Seus últimos anos viram surgir algumas de suas sinfonias, concertos e óperas mais conhecidos, além de seu Requiem As circunstâncias de sua morte prematura deram origem a diversas lendas. Deixou uma esposa, Constanze, e dois filhos.



Foi autor de mais de seiscentas obras, muitas delas referenciais na música sinfônica, concertante, operística, coral, pianística e camerística. Sua produção foi louvada por todos os críticos de sua época, embora muitos a considerassem excessivamente complexa e difícil, e estendeu sua influência sobre vários outros compositores ao longo de todo o século XIXe início do século XX. Hoje Mozart é visto pela crítica especializada como um dos maiores compositores do ocidente, conseguiu conquistar grande prestígio mesmo entre os leigos, e sua imagem se tornou um ícone popular.




Família e primeiros anos

Mozart nasceu em Salzburgo em 27 de janeiro de 1756, sendo batizado no dia seguinte na catedral local. O nome completo que recebeu foi Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, e teve como padrinho Joannes Theophilus Pergmayr. Mais tarde Mozart preferiu ter seu nome Theophilus chamado em suas versões francesa ou germânica, respectivamente Amadé e Gottlieb, mais raramente a forma latina, Amadeus. Os primeiros dois nomes só foram usados em suas primeiras publicações, e adotou a forma germânica Wolfgang em vez da latina Wolfgangus. Foi o sétimo e último filho de Leopold Mozart e Anna Maria pertl. De todas as crianças somente ele e uma irmã, Maria Ana, apelidada Nannerl, sobreviveram à infância. A família do pai era oriunda da região de Augsburgo tendo o sobrenome sido registrado desde o século XIV, aparecendo em diversas formas diferentes - Mozarth, Motzhart, Mozhard ou Mozer. Muitos de seus membros se dedicaram à cantaria e construção, e alguns foram artistas. A família da mãe era da região de Salzburgo, composta em geral por burgueses da classe média.




Assim que o talento de Mozart foi reconhecido, isso em seus primeiros anos de vida, o pai, músico experiente e violinista afamado, abandonou suas pretensões pedagógicas e compositivas para dedicar-se à educação do filho e de sua irmã Nannerl, que também cedo manifestou extraordinários dotes musicais, demonstrando porém clara preferência por Wolfgang e considerando-o um milagre divino. Parece certo que boa parte do profissionalismo que Wolfgang veio a exibir em sua maturidade se deveu à rigorosa disciplina imposta pelo seu pai. O seu aprendizado musical começou com a idade de quatro anos. Leopold havia compilado em 1759 um volume de composições elementares para o aprendizado de sua filha, que também serviu como manual didático para o irmão. Neste volume Leopold anotou as primeiras composições de Mozart, datadas de 1761, um Andante e um Allegro para teclado, mas é impossível determinar até que ponto são obras integrais de Mozart ou se trazem contribuição paterna.



Fonte: Wikipedia


terça-feira, 23 de julho de 2013

Anne Frank




Anne Frank - pensamentos


"Os pais somente podem dar bons conselhos e indicar bons caminhos, mas a formação final do caráter de uma pessoa está em suas próprias mãos."


"Nunca mais recuarei diante da verdade;
pois quanto mais tardamos a dizê-la;
mais difícil torna-se aos outros..
ouví-la."


"Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana."




"Aquele que é feliz espalha felicidade.
Aquele que teima na infelicidade, que perde o equilíbrio
e a confiança, perde-se na vida."


"Viro o meu coração do avesso. O lado mau para fora, o bom para dentro e continuo a procurar um meio para vir a ser aquela que gostava de ser, que era capaz de ser, se... sim,
se não houvesse mais ninguém no Mundo."


"Criticam tudo, e quero dizer mesmo tudo, sobre mim: o meu comportamento, a minha personalidade, as minhas maneiras; cada centrimetro de mim, da cabeça aos pés, dos pés à cabeça, é objecto de mexericos e debates. São-me constantemente lançadas palavras duras e gritos, embora eu não esteja habituada a isso. Segundo as autoridades definidas, eu devia sorrir e aguentar."


"O melhor de tudo é o que penso e sinto, pelo menos posso escrever; senão, me asfixiaria completamente."


"Saia, vá para o campo, aproveite o sol e tudo o que a natureza tem para oferecer. Saia e tente recapturar a felicidade que há dentro de você; pense na beleza que há em você e em tudo ao seu redor, e seja feliz.
A beleza continua a existir mesmo no infortúnio. Se procurá-la, descobrirá cada vez mais felicidade, e recuperará o equilíbrio. Uma pessoa feliz tornará as outras felizes; uma pessoa com coragem e fé nunca morrerá na desgraça."

Anne Frank




Anne Frank morreu aos quinze anos de idade, em um campo de concentração.



quarta-feira, 17 de julho de 2013

ENYA




Eithne Ní Bhraonáin, conhecida como Enya, (Gaoth Dobhair, 17 de maio de 1961) é uma catora, instrumentista e compositora irlandesa. Enya é uma transliteração aproximada de como Eithne é pronunciado na língua Irlandesa.


Começou sua carreira musical em 1980, e se juntou rapidamente à banda Clannad, de sua família, antes de sair para prosseguir com sua carreira solo. Através de seu álbum Watermark, que foi lançado em 1988, obteve reconhecimento internacional, e Enya ficou conhecida por seu som único, que foi caracterizado por camadas de voz, melodias folk, cenários sintetizados e reverberações etéreas.





Enya continuou fazendo sucesso constante durante os anos 1990 e 2000. Seu álbum de 2000, A Day Without Rain, obteve vendas recordes (mais de 15 milhões) e foi o álbum mais vendido por uma artista feminina em 2001. Enya é a artista solo que mais vende e, do país, é oficialmente a segunda maior exportadora musical, depois da banda U2. Ao todo, Enya vendeu mais de 75 milhões de discos. Seu trabalho lhe rendeu, entre outras coisas, uma indicação ao Oscar. Ela é conhecida por ter cantado em 10 línguas diferentes durante sua carreira até agora. Enya é uma das artistas femininas que mais vendeu álbuns nos Estados Unidos, com mais de 26 milhões de cópias no país. Em 2005, lançou o bem recebido disco Amarantine, cantando algumas músicas na língua Loxian, desenvolvida pelo casal Ryan.





 Em 2008, lançou o disco And Winter Came, cujos temas principais são o Natal e o Inverno. Enya é uma das musicistas mais talentosas e originais da atualidade, preferindo o sucesso musical à mera fama. Disse em uma entrevista: "Eu tenho uma vida muito privada. É muito importante para a música, eu penso que a razão porque consigo ter uma vida privada, é porque a música é maior que eu. Alguns artistas são maiores que a música".



Enya ama gatos. Em uma entrevista publicada em 1988, quando indagada sobre animais de estimação, respondeu: "Eu tenho um gato. Amo gatos, houve uma época que possuía doze. São uma grande felicidade. Eles ficam deitados ao sol e quando vêem a mim sobem em meu pescoço."

O compositor de clássico favorito de Enya é Sergei Rachmaninoff.



Os hobbies de Enya incluem assistir a filmes de romance em preto e branco, colecionar artwork (ilustrações: desenhos e fotografias que são preparados para serem incluídos em um livro ou em propaganda), ler e pintar.







Fonte: Wikepedia



terça-feira, 16 de julho de 2013

A Morte Não é Nada - Santo Agostinho




Santo Agostinho: A morte não é nada.





A morte não é nada. 
Eu somente passei 
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, 
eu continuarei sendo.

Me deem o nome 
que vocês sempre me deram, 
falem comigo 
como vocês sempre fizeram.



Vocês continuam vivendo 
no mundo das criaturas, 
eu estou vivendo 
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene 
ou triste, continuem a rir 
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi, 
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.



A vida significa tudo 
o que ela sempre significou, 
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora 
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora 
de suas vistas?

Eu não estou longe, 
apenas estou 
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.


sábado, 13 de julho de 2013

Na Ilha Por Vezes Habitada





Poema do Romantismo


Autor: Manuel Antônio de Almeida






Na ilha por vezes habitada


Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.


Manuel Antônio de Almeida





Romantismo foi um movimento artístico, político e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII  na Europa que perdurou por grande parte do século XIX. Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo e ao iluminismo e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa.

Inicialmente apenas uma atitude, um estado de espírito, o Romantismo toma mais tarde a forma de um movimento, e o espírito romântico passa a designar toda uma visão de mundo centrada no indivíduo. Os autores românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos de escapismo. Se o século XVIII foi marcado pela objetividade, pelo iluminismo e pela razão, o início do século XIX seria marcado pelo lirismo, pela subjetividade, pela emoção e pelo eu.

O termo romântico refere-se ao movimento estético ou, em um sentido mais lato, à tendência idealista ou poética de alguém que carece de sentido objetivo.

O Romantismo é a arte do sonho e fantasia. Valoriza as forças criativas do indivíduo e da imaginação popular. Opõe-se à arte equilibrada dos clássicos e baseia-se na inspiração fugaz dos momentos fortes da vida subjetiva: na fé, no sonho, na paixão, na intuição, na saudade, no sentimento da natureza e na força das lendas nacionais. 



O culto à natureza e à imaginação já havia começado com os escoceses no século XIII, quando surgiram as primeiras histórias de cavaleiros e donzelas em verso. Nessa época, as narrativas eram chamadas de romance, palavra que deriva do advérbio latino romanice, que significa "na língua de Roma".

A origem do que viria a ser conhecido como "Romantismo", no entanto, fora plantada no século XVII, quando o "espírito clássico" começaria a ser contestado na Grã Bretanha

O Romantismo surgiu na Europa em uma época em que o ambiente intelectual era de grande rebeldia. Na política, caíam sistemas de governo despóticos e surgia o liberalismo político(não confundir com o liberalismo econômico do Século XX). No campo social imperava o inconformismo. No campo artístico, o repúdio às regras. A Revolução Francesa é o clímax desse século de oposição.

Alguns autores neoclássicos já nutriam um sentimento mais tarde dito romântico antes de seu nascimento de fato, sendo assim chamados pré-românticos. Nesta classificação encaixam-se Francisco Goya e Bocage.

O Romantismo surge inicialmente naquela que futuramente seria a Alemanha e na Inglaterra. Na Alemanha, o Romantismo, teria, inclusive, fundamental importância na unificação germânica com o movimento Sturm und drang.

O Romantismo viria a se manifestar de forma bastante variada nas diferentes artes e marcaria, sobretudo, a literatura e a música (embora ele só venha a se manifestar realmente aqui mais tarde do que em outras artes). À medida que a escola foi sendo explorada, foram surgindo críticos à sua demasiada idealização da realidade. Destes críticos surgiu o movimento que daria forma ao Realismo.

No Brasil, o romantismo coincidiu com a Independência política do Brasil em 1822, com o Primeiro Reinado, com a Guerra do Paraguai e com a Campanha Abolicionista.

Fonte: Wikipedia


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sobre a Dedicação



DEDICAÇÃO - por Simone Castilho



Ser dedicado é um ponto fundamental para alcançar o sucesso em qualquer coisa que fazemos, mas é fácil dedicar-se quando se gosta do que se faz; quando não é assim é preciso um pouco mais de esforço pessoal e motivação.

Dedicação significa devotamento, entrega, sacrifício.. e não é isso que fazemos quando queremos atingir um objetivo? Não nos sacrificamos? Não deixamos de fazer coisas priorizando outras?

Dedicação também significa manifestação de amor, apreço, consideração... não é isso que sentimos quando queremos muito alguma coisa? Não tornamos alguns objetivos em nossa vida, aquilo que mais prezamos?





Pois é, sem dedicação não conseguimos nada, ou melhor nada que valha a pena pois tudo que é bom tem um preço para ser conquistado.

Tudo na vida para ser bom, precisa de dedicação.

No trabalho, nos relacionamentos, nos esportes, no lazer... dedicar-se com entusiasmo àquilo que se quer, que se gosta, que se tem por objetivo é o segredo para a conquista, para a vitória.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Respiração - por Monja Coen






"Se quiser conhecer a si mesma, a respiração é a corda que leva ao fundo do poço" - ouvi essa frase repetidas vezes durante minhas aulas semanais de Yoga.

"Respirar é preencher espaços" insiste sempre minha professora Walkiria Leitão.

Ela foi aluna do professor Shimada, de dona Inês, do professor Garoti e de tantos outros mestres e mestras de Yoga, Filosofia, Espiritualidade, Fisiologia.

Para ser intrutor, instrutora de Yoga ou do Zen Budismo, é preciso conhecer corpo-memte-espírito com grande intimidade.

Estar em contato com a respiração é estar em contato com nossa maior intimidade, com a essência que nos faz ser. Interser.




MInha superiora no Japão, a Abadessa do Mosteiro Feminino de Nagóia, Aoyama Shundo Docho Roshi costumava dizer que são necessários dez anos para se formar uma monja, vinte anos para se formar uma professora monja e trinta anos para se formar uma mestra zen. Não é assim mesmo? Muitas vezes queremos transpor etapas, procuramos atalhos, mas essa ansiedade apenas nos afasta do próprio Caminho, que náo é curto nem longo. É apenas, assim como é.

Inspirar e expirar conscientemente. Pausa. 
Inspiração. Pausa. Expiração longa, lenta, devagar.
Vai-se tornando sutil e profunda. Leve.

Não significa apenas que durante o Pranayama respiremos mais oxigênio. Pode ser o contrário. Mas criamos condições para que durante todo o dia possamos respirar melhor e oxigenar melhor as células de nosso corpo.

Vontade de respirar e não vontade de respirar.
Vontade de pensar e não vontade de pensar. Diferente de vontade de não pensar. Diferente de vontade de não respirar.

Depois de alguns exercícios de Pranayama, Marcos Rojo me surpreendeu com essas frases. Estávamos no encontro anual de Yoga e Budismo, em Ubatuba, nos feriados de Corpus Cristie.

Com que simplicidade profunda os ensinamentos sagrados eram transmitidos.

Suas palavras esclareciam aquilo que o fundador da minha ordem religiosa no Japão, Mestre Eihei Dogen (1200-1253) escreveu há tantos séculos:
"Existe o pensar, existe o não pensar e além do pensar e do não pensar."




Sempre achei difícil explicar em palavras o que isso significa. De repente, na aula de Yoga, lá estava, palpável, a experiência pura.
Inspirávamos, retínhamos o ar e expirávamos lentamente. E onde estavam os pensamentos? E a vontade de respirar ou de pensar?
O som da sala era o som das ondas do mar.

Muitas pessoas acreditam que meditar é silenciar a mente, evitar todo e qualquer pensamento, e assim se esforçam para não pensar. Quanto mais se esforçam mais difícil fica a meditação verdadeira, o samadhi profundo. Cria-se uma idéia, um conceito de samadhi. Há muitas pessoas que desistem de meditar porque não conseguem passar a barreira sem barreira, o portal sem portas do Zen.

Fiquei me lembrando de um retiro que fiz há cerca de trinta anos. Um dos meus primeiros sesshin (retiro zen silencioso). Eram muitas horas por dia sentada em zazen. O corpo reclamava da postura, a mente tentava romper a torrente de pensamentos, reclamações, resmungos. Estávamos já no terceiro ou quarto dia do sesshin. A dor nas pernas era insuportável. Resolvi seguir uma partícula de oxigênio. Estaria mesmo a seguindo? Respirei suavemente pelas narinas, percebi essa molécula entrando nos pulmões, passeando pelas artérias, chegando a meu pé direito, dobrado sobre a coxa esquerda. Depois fazendo a troca e o gas carbonico saindo, lenta, suavemente pelas narinas. Foi um momento mágico. Onde estava a dor? Onde ficaram os pensamentos?



Noutro momento aconteceu algo também extraordinário: percebi que se inspirasse e retivesse o ar e depois o soltasse lentamente, o abdomen se contraia e havia momentos em que parecia não precisar respirar. Sem esforço.
Como se meu próprio corpo me ensinasse princípios do pranayama.

Naquela época eu não conhecia nada do Yoga.
Continuo conhecendo muito pouco.
Mas, desde a minha primeira aula senti que havia encontrado um caminho maravilhoso. Caminho que completa e se ajusta à vida monástica, aos ensinamentos de Buda, ao conhecimento de mim mesma.

Mestre Zen Eihei Dogen (1200-1253) também escreveu:

"Estudar o Caminho de Buda é estudar a Si mesmo. Estudar a Si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado(a) por tudo que existe. É abandonar corpo e mente- seu e dos outros. Nenhum traço de iluminação permanece e essa iluminação é colocada a serviço de todos os seres, de toda a existência"(do texto chamado Genjokoan- A realizaçao na vida diária)




Inspirando. Não inspirando.
Expirando. Não expirando.
Pensando. Não pensando.

Além, muito além, o yogui e o budista se encontram no topo da montanha mais alta, no mais profundo dos oceanos.
Parecem apenas pessoas simples, comuns. Mas, como são leves...

Mãos em prece

Monja Coen




sábado, 6 de julho de 2013

A Outra Face da Inveja





A Outra Face da Inveja
Texto de Giovani Papini


Aqueles que são invejados entristecem-se com o rancor que sentem à sua volta; se são orgulhosos, por receio de algum prejuízo; se generosos, por compaixão dos que invejam. Mas depressa se alegram: se me invejam, isso quer dizer que tenho um valor, dos méritos, das graças; quer dizer que sentem e reconhecem a minha grandeza, o meu triunfo. A inveja é a sombra obrigatória do gênio e da glória, e os invejosos não passam, de forma odiosa, de admiradores rebeldes e testemunhas involuntárias.



 Não custa muito perdoar-lhes, quando existe o direito de me comprazer e desprezá-los. Posso mesmo estar-lhes, com frequência, gratos pelo facto de o veneno da inveja ser, para os indolentes, um vinho generoso que confere novo vigor para novas obras e novas conquistas. A melhor vingança contra aqueles que me pretendem rebaixar consiste em ensaiar um voo para um cume mais elevado. E talvez não subisse tanto sem o impulso de quem me queria por terra. 
O indivíduo verdadeiramente sagaz faz mais: serve-se da própria difamação para retocar melhor o seu retrato e suprimir as sombras que lhe afectam a luz. O invejoso torna-se, sem querer, o colaborador da sua perfeição. 

Giovanni Papini, in 'Relatório Sobre os Homens'




terça-feira, 2 de julho de 2013

Sorria Para a Vida!





SORRIA PARA A VIDA!


Texto enviado por e-mail pela Fraternidade Francisco de Assis - Petrópolis



Tem dia que ao acordar 
olhamos pela janela e parece que há uma nuvem negra sobre o céu. 
O sol está lindo mas nem olhamos para ele. 
Os pássaros cantam e só escutamos o barulho ensurdecedor dos carros. 
A vida está sorrindo mas estamos sérios demais para viver e sorrir com a 
vida. Sentimos uma profunda tristeza... 
É como se estivéssemos sentindo 
"a dor do mundo". 



Quando isso acontece é hora de parar tudo. Repensar sobre o que você está 
fazendo com a sua vida. 
Pare de ouvir essa voz invisível! 
Ela apenas lhe coloca para baixo, 
se alimenta da sua tristeza e quer ser mais forte que você. 



Vamos lá!!! 
É hora de dar um tempo para você mesmo. Se é ruim viver assim 
manda esse baixo astral para longe. Não alimente essa "voz" invisível que 
está ao seu lado 
fazendo com que você não ache mais graça na vida. 



Traga bons pensamentos 
para dentro de você. 
Não se deixe abater pelos problemas, ninguém é infeliz para sempre. E você 
já teve bons momentos em sua vida. 
Momentos esses, onde você sentiu muita felicidade e foi tanta,
que você agradeceu centenas de vezes a Deus por estar vivo. 




Então não deixe que essa tristeza 
lhe turve os olhos da alma ou aprisione seu coração. 
Acredite!!! 
O céu está mais azul do que nunca. 
Você pode ver e sentir a Luz do sol. O movimento conturbado 
das ruas continuam. 
Mas os pássaros ainda estão cantando. 
E irão sempre cantar 
para quem souber ouvi-los. 
A vida, tem momentos de seriedade, mas irá sempre sorrir para você se você 
aprender a sorrir para ela! 





um Poema de Amor

AMO-TE Amo-te quanto em largo, alto e profundo Minh'alma alcança quando, transportada, sente, alongando os olhos ...