quarta-feira, 30 de julho de 2014

Madre Teresa





Alguns pensamentos de Madre Teresa de Calcutá, para uma vida melhor.



"Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão."
         


"Sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor."

 

"O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em ação, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa."



"Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiracão, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação."



ASSIM MESMO

Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.

O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem Paz e é Feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja Feliz assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja que, no final das contas, é entre você e DEUS.

Nunca foi entre você e as outras pessoas.



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Como se Libertar das Relações Tóxicas






Trechos de "Como se Libertar das Relações Tóxicas"  Edição Kindle- por Lucy Beresford


"Aceitar não significa aprovar ou gostar. Tem a ver com reconhecer que alguém pode nunca se modificar. Permita-se decidir quanta interação você deseja ter com essa pessoa que não pode ou não deseja mudar. Lembre-se de que tem o direito de se afastar caso essa pessoa crie um ambiente ruim ou aja de forma a magoar você e as pessoas a quem você ama."






De Leonard Cohen: "Há uma rachadura em todas as coisas. É assim que  a luz entra."

"Como psicoterapeuta, tenho consciência de que uma pista sobre o empobrecimento da saúde de uma pessoa é a falta de cuidado que ela demonstra ter consigo mesma."






segunda-feira, 21 de julho de 2014

Rubem Alves - Sobre a Morte e o Morrer







Sobre a morte e o morrer

Rubem Alves


O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de
um ser humano? O que e quem a define?



Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver." A vida é tão boa! Não quero ir embora...

Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: "Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?". Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: "Não chore, que eu vou te abraçar..." Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.

Cecília Meireles sentia algo parecido: "E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...” 

Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. "Minha filha, sei que minha hora está chegando... Mas, que pena! A vida é tão boa...” 

Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.

Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: "O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?". O médico olhou-o com olhar severo e disse: "O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?".

Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.

Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.

Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?

Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.

Muitos dos chamados "recursos heróicos" para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da "reverência pela vida". Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: "Liberta-me".

Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: "Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei...". Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.

Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.


PASSARO-NO-DEDO-RUBEM-ALVES.jpg

terça-feira, 15 de julho de 2014

Segunda Impaciência do Poeta





Segunda Impaciência Do Poeta



Cresce o desejo, falta o sofrimento, 
Sofrendo morro, morro desejando, 
Por uma, e outra parte estou penando
Sem poder dar alívio a meu tormento.


Se quero declarar meu pensamento, 
Está-me um gesto grave acobardando, 
E tenho por melhor morrer calando, 
Que fiar-me de um néscio atrevimento.


Quem pretende alcançar, espera, e cala, 
Porque quem temerário se abalança, 
Muitas vezes o amor o desiguala.

Pois se aquele, que espera se alcança, 
Quero ter por melhor morrer sem fala, 
Que falando, perder toda esperança.





Gregório de Matos Guerra nasceu em Salvador (BA) e morreu em Recife (PE). Estudou no colégio dos jesuítas e formou-se em Direito em Coimbra (Portugal). Recebeu o apelido de Boca do Inferno, graças a sua irreverente obra satírica.



quinta-feira, 10 de julho de 2014

Lia Luft





Alguns pensamentos e um poema de Lia Luft


"A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura."


"Nem todas as perdas são vida jogada fora, Algumas são necessárias."






“Receita de Casa” de Lia Luft 


Uma casa deve ter varandas para sonhar,
cantos confortáveis para chorar,
salas bonitas para os amigos bem receber,
cantos para os segredos desabafar,
para as confidências, e para o bem amar.

Uma casa precisa um ninho ser,
pois o amor precisa de espaço pra crescer,
de alguns empurrões pra saltar e voar,
muita liberdade para querer ficar,
alguns espaços para conceber e procriar,
jardins para a alegria plantar.

Uma casa precisa de muito amor,
cuidados para não ter medo de alguém partir,
um pouco de ciúmes pra proteger,
amizade para o companheirismo perdurar,
o dom de sempre surpreender,
e enfeitiçar sempre para durar.

Uma casa precisa ser um bom e doce lar,
com muita cumplicidade a esbanjar,
união e somatório pra ter sempre o que dar,
família grande pra ter a vida sempre a se doar,
um grande amor - lógico - pra nos realizar."



sábado, 5 de julho de 2014

Stendhal

Stendhal.jpg




Frases do escritor e romancista francês Stendhal - autor do romance "O Vermelho e o Negro" (23/0/1873 - 23/03/1842)



"É difícil não exagerar a felicidade que não se goza."




"Já vivi o suficiente para ver que a diferença provoca o ódio."



"Quanto mais agradamos, em geral tanto menos profundamente agradamos."





"A maior felicidade que pode acontecer a um grande homem é ele, cem anos após a sua morte, ainda ter inimigos."




"Só temos coragem para com os que amamos amando-os menos."





"O escritor precisa de quase tanta coragem como o guerreiro; um não deve preocupar-se mais com os jornalistas do que o outro com o hospital."





"Qualquer fim moral, quer dizer, de interesse por parte do artista, mata todas as obras de arte."







"As lágrimas são o supremo sorriso."





"Um romance é um espelho que se passeia numa longa via."





"Detesto o que é falso em tudo como um inimigo da ventura."




"A palavra foi dada ao homem para esconder o seu pensamento."






"A ortografia não faz o gênio."








terça-feira, 1 de julho de 2014

ATOS DE PODER




Trechos do livro "Atos de Poder", de Caroline Myss


Um depoimento:

"Quando eu era um bailarino jovem e esforçado, e não tinha dinheiro para pagar minhas aulas de dança, um professor e coreógrafo mundialmente famoso simplesmente me disse para vir às aulas assim mesmo. Quando eu pudesse pagar, ótimo, e quando não pudesse, não tinha importância. Sua generosidade era simples e direta, totalmente incondicional. Ele me ensinou o verdadeiro significado da palavra doação. Talvez devido a esta experiência, no início, passei a considerar verdadeiras as ações de caridade como sendo aquelas que não são alardeadas e dadas sem esperar que se peça. Gosto de inspirar confiança a amigos e clientes reconhecendo sua força e seus talentos, e como professor, dou aulas gratuitas para alunos dedicados quando não tem o dinheiro para pagar. Acho que é o mínimo que posso fazer para devolver o favor ao universo." A última frase de Teren chamou minha atenção: "Devolver o favor ao universo" é um modo maravilhoso de ver o bem que fazemos aos outros. Também reconhece o quanto o universo presta atenção nos detalhes das nossas vidas.



O Dom da Cura

"As crises de saúde são momentos críticos para dar e receber ajuda. O tipo de assistência curativa que podemos oferecer, em geral, reflete nossas próprias vulnerabilidades ou nossas próprias experiências. Atender à necessidade de apoio financeiro de alguém durante uma doença é uma forma de apoio curativo do segundo chakra. (Estar disponível para ouvir, confortar e oferecer conselhos é uma ação de energia do sexto chakra). Respondemos com nossa força; nem todo mundo é um bom ouvinte e nem todo mundo tem senso de organização. Muitos sabem o que fazem bem, como manter a calma em momentos de crise e serem capazes de assumir a responsabilidade quando a família sucumbiu à tristeza; forças típicas do primeiro e segundo chakras. Alguns atuam melhor ajudando apenas uma pessoa, que é um talento mais ligado ao terceiro chakra. Nem todo mundo tem a disposição espiritual para fazer isso. Embora todos sejam diferentes, cada um de nós possui ao menos um aspecto de força que empregamos para ajudar na cura de alguém."



Intuição e Coragem

Em geral, hesitamos em seguir nossas intuições por medo. mais comumente, sentimos medo das mudanças que nossas ações podem provocar e nossa vida. A orientação intuitiva, no entanto, sempre opera mudanças. Tem uma informação energética com poder de influenciar o mundo. Temer mudanças, mas querer ter clareza intuitiva é como temer a noite fria e escura e derramar água sobre o fogo que ilumina a caverna. No quinto chakra, o centro da "escolha e suas consequências", um insight do tamanho de um grão de mostarda tem poder suficiente para derrubar uma montanha de ilusão que pode estar unindo nossas vidas. A verdade bate sem misericórdia. Tememos nossas intuições porque tememos o poder transformador contido nas revelações.
Quando tememos admitir o que sabemos., tornamo-nos deliberadamente inconscientes. Todo pai que passou meses ou anos negando o fato de seu filho ser viciado em drogas sabe o que é isso. Toda esposa que ignorou as infidelidades do marido também sabe. Mas ignorar a verdade apenas cria mais mentiras e mais energia destrutiva.


Uma vez que admitamos uma verdade, no entanto,  nossa vida entra numa órbita de mudança, quer queiramos, quer não. Algumas mensagens contam sobre a experiência que seus remetentes tiveram ao enfrentar sinais intuitivos. Eles até gostaram do carteiro, em vez de matá-lo. Em decorrência de terem aceitado os fatos, ocorreram mudanças pessoais positivas em suas vidas.
Sylvia L. escreveu: "Os gestos de caridade nem sempre são prazerosos; a caridade começa quando alguém tem vontade de nos dizer algo que precisamos ouvir quando muito provavelmente não gostaríamos de ouvi-lo. Este é o tipo de caridade que me aparece com mais frequência - um sanduíche de realidade recheado de verdade. Em geral, não gosto de ouvi-la, mas abençoo as pessoas que surgiram em minha vida que ignoraram minha personalidade e foram direto a quem eu sou. Enlouqueço de raiva, mas significa muito para mim. A verdade é que sou amada apesar de minha falta de atenção."



SARTRE

Alguns pensamentos de Jean-Paul Sartre. "Falamos na nossa própria língua e escrevemos numa língua estrangeir...