sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Infelizmente, Extremamente Contemporâneo








Pensamentos de Adolf Hitler - um dos homens mais letais que já pisou este planeta. Infelizmente, temos que admitir a atualidade de seus pensamentos, e também aceitar que o mundo não mudou quase nada após o nazismo. Continuamos cometendo os mesmos erros.







“Torne a mentira grande, simplifique-a, continue afirmando-a, e eventualmente todos acreditarão nela” 







“Que sorte para os ditadores que os homens não pensem.”







“Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que pretende atingir.” 







“O Cristianismo é uma invenção de cérebros doentes.” 







“A natureza é cruel; então também estamos destinados a ser cruéis. Temos de ser cruéis. Temos de recuperar a consciência tranquila para sermos cruéis.” 








“O vencedor não será perguntado se ele falou a verdade.” 






“A propaganda não pode servir à verdade especialmente quando possa salientar algo favorável ao oponente.” 







“Na guerra eterna a humanidade se torna grande - na paz eterna, a humanidade se arruinaria.” 







“Qualquer aliança cujo propósito não é a intenção de iniciar uma guerra é sem sentido e inútil.” 








“Onde Napoleão falhou, obterei sucesso, vou desembarcar nas praias da Inglaterra.” 







“De um fraco cosmopolita transformei-me (em Viena) num grande anti-semita.” 






domingo, 21 de fevereiro de 2016

MARILYN








“Não me alimento de 'quases', não me contento com a metade! Nunca serei sua meio amiga, ou seu meio amor. É tudo ou nada.” 








“Eu estou bonita, mas não sou bela. Tenho pecados, mas não sou o diabo. Sou boa, mas não um anjo.” 








“A imperfeição é bela, a loucura é genial e é melhor ser absolutamente ridículo que absolutamente chato.” 





“Às vezes, as coisas boas desmoronam para coisas melhores acontecerem.” 





“Quando chega o momento certo, eu os deixo pensarem o que quiserem. Se eles se importam o suficiente para se incomodar com o que eu faço, então já estou melhor do que eles.” 






“Se eu tivesse cumprido todas as regras, eu nunca teria chegado em qualquer lugar.” 






“Os homens passam, os diamantes ficam.” 





“Uma carreira é construída em público, talento em privado”




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A SOMBRA E O INIMIGO







Trecho do livro "Ao Encontro da Sombra" - Pensamentos de vários autores, organizados e discutidos por Connie Zweig e Jeremiah Abrahms


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O Filho de um rabino foi celebrar os ritos do Shabbat numa cidade vizinha. À sua volta, a família perguntou:
-Eles fizeram algo diferente do que fazemos aqui?
-Sim, é claro, -respondeu o filho.
-E qual foi a lição? - perguntaram.
-"Ama o teu inimigo como a ti mesmo."
-Mas isso é o que dizemos aqui. Por que disseste que era diferente?
-Eles me ensinaram a amar o inimigo dentro de mim mesmo.



Amar o inimigo dentro de nós mesmos não elimina o inimigo lá fora, mas pode mudar o nosso relacionamento com ele. Quando o mal deixa de ser demonizado, somos forçados a lidar com ele em termos humanos. Essa é, a um só tempo, uma tarefa espiritual potencialmente dolorosa e uma oportunidade para a paz espiritual. Esse é sempre o caminho da humildade.

O coração das trevas é o nosso próprio coração. Existe um certo consolo em demonizar as pessoas mais monstruosas e perniciosas dentre nós, como se o fato de elas serem um tipo diferente de criatura tornasse o seu exemplo irrelevante para nós. Por isso um alemão escreveu que todas as tentativas para entender o caráter do nazista Heirich Himmler estavam fadadas ao fracasso, "pois implicam compreendermos um louco, em termos da experiência humana." Mais sábio foi o jornalista alemão que lembrou aos seus compatriotas: "Sabíamos que Hitler era um de nós desde o começo. Não deveremos esquecer isso agora." Ele também era um de nós, um ser humano. Na dança do espelho, econtramos a falsa paz interior ao demonizar o inimigo. Mas reconhecer que até mesmo um inimigo realmente demoníaco é feito da mesma substância que nós faz parte do verdadeiro caminho em direção à paz.




Nossa cisão interior faz com que nos apeguemos à guerra do bem contra o mal. Mas se sustentarmos que o recurso da guerra é, em si, o mal, então somos desafiados a encontrar uma nova dinâmica moral que represente a paz pela qual lutamos . Na medida em que a moralidade toma a forma da  guerra, seremos compelidos a escolher um lado, a nos identificar com uma parte de nós mesmos e repudiar a outra. Esse caminho da guerra faz com que nos elevemos acima de nós mesmos, precariamente equilibrados sobre um abismo.

No nosso mundo, os "fazedores da paz" frequentemente compartilham com os "fazedores da guerra" esse paradigma fundamental da moralidade. Nossos movimentos pacifistas demonizam os guerreiros como amantes da bomba, enquanto "nós" somos as boas pessoas que querem a paz: como se os guerreiros também não estivessem nos protegendo contra  perigos muito reais, e como se nós, amantes da paz, não tivéssemos a nossa própria necessidade de afirmar  a nossa superioridade sobre os 'inimigos' que escolhemos. O recurso da guerra continua a dar as cartas, mesmo sob a bandeira da paz.




Em Gandhi's Truth (A Verdade Sobre Gandhi), Erik Erikson lança luz sobre alguns dos perigos do caminho em direção à paz. Gandhi é um herói do movimento ideológico do nosso século para transcender o sistema da violência - e, muito apropriadamente, merece toda a admiração que recebe; o livro de Erikson é, em si, um tributo: Gandhi, de tanga, representando a simplicidade do espírito; Gandhi ensinando-nos a não demonizar nossos adversários mas a apelar para o melhor lado deles; Gandhi mostrando como deter o ciclo de escalada da violência através de uma corajosa disposição para absorver o golpe sem devolvê-lo. 

Mas existe um lado problemático em Gandhi; Erikson a ele se refere numa carta aberta ao Mahatma. Essa dimensão escura é derivada do excesso de zelo de Gandhi na sua luta por perfeição moral. Erikson vê, no relacionamento de Gandhi consigo mesmo, uma espécie de violência. E também percebe que nessa dinâmica desse esforço para triunfar sobre si mesmo no recurso da guerra, cresceram relações tirânicas e exploradoras entre Gandhi e as pessoas que lhe eram mais próximas e mais vulneráveis a ele. Erikson identifica, na própria luta de Gandhi pela santidade, as dificuldades que nos ligam ao caminho da violência.




O caminho da não-violência (Satyagraha), diz Erikson a Gandhi em sua carta aberta, "terá pouca chance de encontrar sua relevância universal, a menos que aprendamos a aplicá-lo também a qualquer coisa má que possamos sentir dentro de nós mesmos e que nos faça temer  a satisfação dos instintos, sem a qual o homem não só fenece enquanto ser sensual como também se transforma numa criatura duplamente perniciosa." Em lugar de destaque nesse argumento de Erikson, figura  a guerra de Gandhi contra a sua própria sexualidade, uma guerra na qual a projeção também teve um papel a desempenhar e que trouxe, como consequência parcial, o sofrimento de outras pessoas. Vale lembrar as restriçoes de George Orwell quanto ao exemplo de Gandhi: "Não há dúvida de que álcool, tabaco, etc., são coisas que um santo deve evitar, mas a santidade também é uma coisa que os seres humanos devem evitar." A santidade involve uma extrema identificação com a parte "boa" enquanto irreconciliavelmente oposta à parte "má." Ela se liga à via de guerra: "Grande parte desse excesso de violência que distingue os homens dos animais", continua Erikson, falando de Gandhi, "é criado nele por esses métodos de treinamento infantil que lançam uma parte dele contra a outra."




Talvez exista uma outra via. A bondade pode ser reconhecida como saúde. A raiz linguística inglesa de health (saúde) está ligada a whole (total, íntegro). Portanto, o mal é doença - queremos ser curados, totalizados e não destruídos no caminho do "fazedor de guerra". Ao nos totalizarmos, encontramos  o caminho para a bondade da paz, para a qualidade do shalom (paz, em hebraico). E no seu âmago, vem a paz com o nosso ser, criaturas imperfeitas e pecadoras que somos. Erich Neumann fala da "coragem moral de não desejarmos ser piores nem melhores do que realmente somos." Essa, diz Neumann, é a parte mais importante do objetivo terapêutico das psicologias de profundidade. E, de modo semelhante, Erikson escreveu ao Mahatma Gandhi sugerindo que se acrescentasse ao caminho do Satygraha o encontro terapêutico consigo emsmo, conforme é ensinado pelo método psicanalítico.  Os dosi caminhos estão relacuionados, diz Erikson, porque a psicanálise ensina a "confrontar o inimigo interior de uma maneira não violenta..." O recurso da guerra, que divide, é aqui suplantado pelo recurso da reconciliação, que totaliza.





A bondade reinará no mundo, não quando ela triunfar sobre o mal, mas quando o nosso amor por ela deixar de se expressar em termos de triunfo sobre o mal. A paz, se um dia vier, não será feita por pessoas que se fizeram santas, mas por pessoas que aceitaram humildemente sua condição de pecadores. Na verdade, foi uma santa - Santa Teresa de Lisieux - quem expressou o que é preciso para permitirmos que o espírito da paz resida em nossos corações:

 "SE ESTIVERES PREPARADO SERENAMENTE PARA SUPORTAR A PROVAÇÃO DE SERES FONTE DE DESGOSTO PARA TI MESMO, ENTÃO SERÁS UM AGRADÁVEL ABRIGO PARA JESUS."





Haverá diferença entre o sim e o não?
Haverá diferença entre o bem e o mal?
Deverei temer o que os outros temem? Contrasenso!
O ter e o não ter surgem juntos.
O fácil e o difícil se complementam.
O longo e o curto se contrsastam.
O alto e o baixo dependem um do outro.
Frente e costas, uma à outra se seguem.

Lao Tsé






segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

WILLIAM BLAKE - Erros Sagrados







Todas as Bíblias ou cânones sagrados deram causa aos seguintes erros:

1-Que o homem tem dois princípios existentes reais: Um corpo e uma alma.
2- Que a energia, chamada mal, nasce apenas do corpo; e que a razão, chamada bem, nasce apenas da alma.
3- Que Deus castigará o homem na eternidade por seguir suas energias.

Mas os seguintes, contrários àqueles, são verdadeiros:

1- O homem não tem um corpo distinto de sua alma; pois o chamdo corpo é a porção da alma que é discernida pelos cinco sentidos, os principais canais da alma nesta vida.
2- A energia é a única vida, e nasce do corpo; e a razão é o limite ou a linha exterior da energia.
3- A energia é eterno deleite.




William Blake (Wikepedia)



Blake nasceu na "28ª Broad Street", no Soho, Londres, numa família de classe média. Seu pai era um fabricante de roupas e sua mãe cuidava da educação de Blake e seus três irmãos. Logo cedo a bíblia teve uma profunda influência sobre Blake, tornando-se uma de suas maiores fontes de inspiração. 

Desde muito jovem Blake dizia ter visões. A primeira delas ocorreu quando ele tinha cerca de nove anos, ao declarar ter visto anjos pendurando lantejoulas nos galhos de uma árvore. Mais tarde, num dia em que observava preparadores de feno trabalhando, Blake teve a visão de figuras angelicais caminhando entre eles.

Com pouco mais de dez anos de idade, Blake começou a estampar cópias de desenhos de antiguidades Gregas comprados por seu pai, além de escrever e ilustrar suas próprias poesias.

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Pintura de William Blake


Blake escreveu e ilustrou mais de vinte livros, incluindo "O livro de Jó" da Bíblia, "A Divina Comédia" de Dante Alighieri - trabalho interrompido pela sua morte - além de títulos de grandes artistas britânicos de sua época. Muitos de seus trabalhos foram marcados pelos seus fortes ideais libertários, principalmente nos poemas do livro Songs of Innocence and of Experience ("Canções da Inocência e da Experiência"), onde ele apontava a igreja e a alta sociedade como exploradores dos fracos.

No primeiro volume de poemas, Canções da inocência (1789), aparecem traços de misticismo. Cinco anos depois, Blake retoma o tema com Canções da experiência estabelecendo uma relação dialética com o volume anterior, acentuando a malignidade da sociedade. Inicialmente publicados em separado, os dois volumes são depois impressos em Canções da inocência e da experiência - Revelando os dois estados opostos da alma humana. 

William Blake expressa sua recusa ao autoritarismo em Não há religião natural e Todas as religiões são uma só, textos em prosa publicados em 1788. Em 1790, publicou sua prosa mais conhecida, O matrimônio do céu e do inferno, em que formula uma posição religiosa e política revolucionária na época: "a negação da realidade da matéria, da punição eterna e da autoridade".

(...) Ver o mundo em grão de areia

e o céu em uma flor silvestre,

sustentar o infinito na palma da mão

e a eternidade em uma hora.(...)

"Augúrios de Inocência"

Apesar de seu talento, o trabalho de gravador era muito concorrido em sua época, e os livros de Blake eram considerados estranhos pela maioria. Devido a isto, Blake nunca alcançou fama significativa, vivendo muito próximo à pobreza.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Monja Cohen







"A palavra felicidade, em português, tem sua origem nas palavras “fertil” e “frutífero”.  O que frutifica nos faz bem. Plantas, árvores, ideias, filosofias, trabalho, propostas, casamento e assim por diante – todos esses elementos podem deixar alguém feliz. Tanto no Oriente como no Ocidente, seres humanos – se não despertarem para a mente suprema – podem ser manipulados ou podem acabar manipulando outras pessoas em propósitos egoicos, que só atendem a si mesmas. Eu sinto que sair do eu auto-centrado e se dedicar ao Eu maior é a própria felicidade – e isso tanto no Ocidente quanto no Oriente. Talvez os métodos educacionais sejam diversos: o Ocidente sempre foi mais centrado no eu individual do que o Oriente, que costuma considerar a coletividade em primeiro lugar. Mas isso não quer dizer que um é melhor do que o outro. Não se iluda, tanto no Oriente quanto no Ocidente, a maioria das pessoas atualmente se desgasta em preocupações relacionadas a bens materiais apenas e, quase nunca, encontram a plenitude do Eu Maior.​"






"Poesia é como manto de monge, feita da pureza, daquilo que as pessoas jogam fora, pois acham que não serve para nada. O poeta e o monge vão pegando esses retalhos e juntando de forma que fiquem como um campo semeado. Por isso, São Paulo tem tantas possibilidades. Há tanto lixo, tanta coisa jogada fora. Coisas que servem, na sua pureza de não serem desejadas, para que poetas e monges construam suas moradas."







"Preocupar-se nunca é válido. Ocupar-se sim. Ocupar-se em fazer o seu melhor a cada instante e despertar para a mente de sabedoria perfeita é o caminho do Nirvana, é a felicidade verdadeira. Então, pratico os ensinamentos de Buda, sem me preocupar, mas me ocupando com a verdade e esse caminho.​"







P1100356



Cláudia Dias Baptista de Sousa, conhecida como Monja Coen Roshi, é uma monja zen budista brasileira e missionária oficial da tradição Soto Shu com sede no Japão. Wikipédia
Nascimento: 30 de junho de 1947 (68 anos), São Paulo, São Paulo





Rita Hayworth - Nunca Houve Uma Mulher Como Gilda

 Rita Hayworth foi uma atriz norte-americana de ascendência hispano-irlandesa, que atingiu o auge na década de 19...