A CASA DO SOL POENTE





Poema de Lúcia Constantino, gentilmente cedido:





Tudo dorme na casa vazia.
As cartas nas gavetas,
os livros empoeirados nas estantes.
O passado passeia pela casa,
como eterno visitante.

De repente, saltam dos espelhos delírios e sorrisos.
Os sonhos em trajes de graça.
Tudo que permaneceu vivo
e o que nunca chegou na vida que passa.

Desperta a casa.
Despertam  vozes vivas,
orações,  acalantos, 
as lágrimas de tantos.
Também  estrelas nas vidraças dissolvidas
pelos ventos dos desencantos.

De frente para o sol poente,
fortaleza como uma grande árvore
a casa ousa sua solidão de gente:
- sonha em ser ninho nos fins de tarde.






Comentários

Ana amiga, obrigada pela honra de ter um poema meu publicado neste seu Blog lindo! Um grande abraço.
Maria Helena disse…
Maravilhosa e profunda inspiração poética.Uma história ricamente permeada
de sonhos,devaneios,esperança.......Lindamente:sonha em ser ninho nos fins de tarde.Sempre Poesia.Que o nosso Pai a abençoe em todos os momentos.Abraços poéticos:Maria Helena

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