terça-feira, 25 de abril de 2017

Sobre o que é Chato
















Sobre o que é Chato



Chato é um substantivo que tem origem ainda na antiga língua grega, “platys”, cujo significado é largo e achatado, referindo-se a uma superfície plana, passando para o latim “plattus”, com o mesmo sentido.

O termo chato também deu origem a muitas outras palavras utilizadas no nosso vocabulário, como omoplata (ossos dos ombros), plateia (o público ou o local de apresentação de um espetáculo), platô (um planalto em grandes altitudes) e até mesmo prata (em espanhol “plata”, chamada assim por ser um material muito maleável), além de muitas outras.





Na língua portuguesa atual, o termo chato acaba tendo diversos significados. Tanto pode se referir a qualquer superfície plana, como a um tipo de piolho, ou mesmo podendo designar um indivíduo irritante, ou ainda denominar uma situação maçante, incômoda ou inoportuna.

Podemos dizer que é chata a pessoa que age de maneira inconveniente, maçante, que aborrece até mesmo ao abrir a boca, mostra-se inoportuno e grosseiro. Quando uma pessoa assim extrapola os limites, até usamos a expressão “chato de galochas”, ou seja, o chato persistente, que não conhece os limites do bom senso.




Também é denominado “chato” o piolho da púbis, um inseto parasita que se alimenta de sangue e se prolifera nos pelos de seus hospedeiros, podendo atacar humanos e animais e que provoca muitas coceiras, causando enorme desconforto. Esse inseto, que provavelmente se nutriam do sangue dos gorilas, é o que provoca a pediculose pubiana e é resultado principalmente da falta de higiene.




O termo também é usado para designar uma deformidade humana, o conhecido “pé chato”, situação em que não existe o arco na sola dos pés, provocando problemas no caminhar. Essa deformidade acontece pela falta de desenvolvimento dos arcos e pode ser uma consequência genética ou provocada pela frouxidão dos ligamentos. Os portadores de pés chatos, em virtude disso, são frequentemente dispensados do serviço militar.



quinta-feira, 20 de abril de 2017

FREUD






Alguns pensamentos de Sigmund Freud







"A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos."





"O estado proíbe ao indivíduo a prática de atos infratores, não porque deseje aboli-los, mas sim porque quer monopolizá-los."



"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz."






O VALOR DA VIDA
(Entrevista concedida por Freud ao jornalista George Viereck em 1926)

Freud sobre a respeito da neoplasia no maxilar: "Detesto o meu maxilar mecânico, porque a luta com o aparelho me consome tanta energia preciosa. Mas prefiro ele a maxilar nenhum. Ainda prefiro a existência à extinção."

"Setenta anos ensinaram-me a aceitar a vida com serena humildade."

(Interrogado sobre o pessimismo)
"Não sou pessimista. Não permito que nenhuma reflexão filosófica estrague a minha fruição das coisas simples. Tive o bastante para comer. Apreciei muitas coisas – a companhia de minha mulher, meus filhos, o pôr-do-sol. Observei as plantas crescerem na primavera. De vez em quando tive uma mão amiga para apertar. Vez ou outra encontrei um ser humano que quase me compreendeu. Que mais posso querer?"

(Sobre o auto-conhecimento)
"Certamente. O psicanalista deve constantemente analisar a si mesmo. Analisando a nós mesmos, ficamos mais capacitados a analisar os outros. Os outros descarregam seus pecados sobre ele. Ele deve praticar sua arte à perfeição para desvencilhar-se do fardo jogado sobre ele."

(Sobre a análise e a compreensão do mundo)
A análise nos ensina não apenas o que podemos suportar, mas também o que podemos evitar. Ela nos diz o que deve ser eliminado. A tolerância com o mal não é de maneira alguma um corolário do conhecimento.

Que objeção pode haver contra os animais? Eu prefiro a companhia dos animais à companhia humana... Porque são tão mais simples. Não sofrem de uma personalidade dividida, da desintegração do ego, que resulta da tentativa do homem de adaptar-se a padrões de civilização.





segunda-feira, 10 de abril de 2017

O VERMELHO E O NEGRO






Trechos de O Vermelho e o Negro, de Stendhal, um dos romances mais maravilhosos que já tive o prazer de ler e reler, e do qual me desapeguei há alguns dias. Ficam aqui algumas lembranças.




"Mas as verdadeiras paixões são egoístas"




"O meu Julien, ao contrário, somente gosta de agir sozinho. Nunca passou pela ideia dessa criatura privilegiada procurar apoio e socorro nos outros! Ele despreza os outros, e é por isso que eu não o desprezo. Se apesar da sua pobreza, Julien fosse nobre, meu amor não passaria de uma tolice vulgar, de uma péssima aliança desigual; eu não o desejaria; ele não teria o característico das grandes paixões: a imensidão da dificuldade a vencer e a negra incerteza do êxito."



 "J.-J. Rousseau não passa, para mim, de um tolo, quando se põe a julgar a alta sociedade; ele não a compreendia, e nisso tinha uma alma de lacaio parvenu."




"Não tenho 20 luíses de renda por ano e encontrei-me lado a lado com um homem que tem 20 luíses de renda por hora, e ainda assim riam dele... Um espetáculo como esse cura a gente da inveja."



"Qual é a grande ação que não parece extremada no momento em que a empreendem? Só quando foi cumprida é que parece possível às pessoas comuns."




"A vida de um homem era uma série de acasos. Agora a civilização expulsou o acaso, não há mais o imprevisto: se aparece nas idéias, não lhe poupam epigramas; se aparece nos acontecimentos, covardia alguma está acima de nosso medo. Seja qual for a loucura que nos leve a fazer, é desculpada. Que século degenerado e enfadonho!"




"Não, ou estou louco ou ela me faz a corte; quanto mais me mostro frio e respeitoso com ela, mais me procura. Isso poderia ser uma parcialidade, uma afetação;mas vejo seus olhos se animarem quando apareço de improviso. Saberão as mulheres de Paris fingir a tal ponto?"




"O inconveniente do reinado da opinião pública, que aliás busca a liberdade, é que ela se mistura ao que não lhe diz respeito: por exemplo, a vida privada."





"Que juiz não tem um filho ou pelo menos um primo a promover na sociedade?"






 "Um romance é um espelho que se leva por uma grande estrada. Ora ele reflete a vossos olhos o azul do céu, ora a imundície do lodaçal da estrada. E o homem que transporta o espelho nas costas será por vós acusado de ser imoral! Seu espelho mostra a imundície, e acusais o espelho! Acusai antes o grande caminho onde está o lodaçal, e mais ainda o inspetor de estradas que deixar a água empoçar-se e o lodaçal formar-se."




"Estranho efeito do casamento, tal como o produz o século XIX! O tédio da vida matrimonial faz seguramente morrer o amor, quando o amor precedeu o casamento. No entanto, diria um filósofo, ele gera em seguida, nas pessoas bastante ricas para não trabalharem, um cansaço profundo de todos os gozos tranquilos. E somente as almas secas, entre as mulheres, não buscam de novo o amor."





"A política … é uma pedra atada ao pescoço da literatura e que, em menos de seis meses, a submerge. A política em meio aos interesses da imaginação é como um tiro de pistola em meio a um concerto. É um ruído dilacerante sem ser enérgico. Não combina com o som de nenhum instrumento. Essa política irá ofender mortalmente uma metade dos leitores e aborrecer a outra, que, ao contrário, a julgou especial e enérgica no jornal da manhã…"




"A tirania da opinião – e que opinião! – é tão estúpida nas pequenas cidades da França quanto nos Estados Unidos da América."




"O andarilho que acaba de escalar uma montanha íngreme senta-se no topo e encontra um prazer perfeito em repousar. Mas seria ele feliz se o forçassem a repousar sempre?"




"Um viajante inglês conta a intimidade em que vivia com um tigre; ele o criara e o acariciava, mas tinha sempre sobre a mesa uma pistola armada."







7 comportamentos que o orgulhoso tem, mas não pense que são só sete…

Um texto de Cristiane Cardoso, do blog Fé 7 comportamentos que o orgulhoso tem, mas não pense que são só sete… 1-...