domingo, 28 de dezembro de 2014

FELIZ ANO NOVO!









"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." (Carlos Drummond de Andrade)





"O fim de ano representa um ciclo que fecha, se foi bom ou ruim não sei, uma coisa é certa, suas atitudes que influenciaram os resultados." (Luis Alves)





"Um otimista fica acordado até meia-noite para ver a entrada do ano novo. Um pessimista fica acordado para ter a certeza de que o ano velho se foi." (Bill Vaughn)





"Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de ano novo." (Edith Lovejoy Pierce)










domingo, 21 de dezembro de 2014

Quando o amanha Começar Sem Mim



David M. Romano, em uma reflexão encontrada no livro "Uma Prova do Céu", de Dr. Alexander Eben




"Quando o amanhã começar sem mim, 
E eu não estiver lá para ver, 
E o sol nascer e encontrar seus olhos cheios de lágrimas por mim, 
Eu gostaria que você não chorasse
Da maneira como chorou hoje,
Enquanto pensava nas muitas coisas
Que deixamos de dizer.

Sei o quanto você me ama, 
E quanto amo você,
E cada vez que você pensa em mim,
Sei que sente  a minha falta.
Mas quando o amanhã começar sem mim,
Por favor, tente entender
Que um anjo veio e chamou meu nome,
Tomou-me pala mão
E disse que meu lugar estava pronto
Nas moradas celestiais
E que eu tinha de deixar para trás
Todos os que eu tanto amava.

Mas quando me virei para ir embora
Uma lágrima escorreu-me pela face
Por toda a vida eu pensei
Que não queria morrer.
Eu tinha tanto para viver,
Tanta coisa por fazer,
E pareceu quase impossível
Que eu estivesse indo sem você.

Pensei em nossos dias passados,
Nos dias bons e nos dias ruins
Em todo o amor que vivemos,
Em toda a alegria que tivemos.
Se eu pudesse reviver o ontem
Ainda que só por um instante, 
Eu diria adeus e lhe daria um beijo
E talvez visse você sorrir.

Só então descobri
Que isso não aconteceria,
Pois o vazio e as lembranças
Ocupariam meu lugar.
Quando pensei nas coisas deste mundo,
Vi que posso não voltar amanhã,
Então pensei em você
E meu coração encheu-se de dor.

Mas quando cruzei os portões do céu
Eu me senti em casa
Quando Deus olhou para mim e sorriu
De seu grande trono dourado,
Ele disse:

"Isto é a eternidade
E tudo o que lhe prometi.
Agora sua vida na Terra é passado,
mas aqui uma nova vida começa.
Eu prometo que não haverá amanhã,
Mas que o hoje durará para sempre.
E como todos os dias são iguais,
Não haverá saudades do passado.
Você foi tão fiel, tão confiável e verdadeiro,
Embora tivesse feito coisas que sabia que não deveria.
mas você foi perdoado
E agora finalmente está livre.
Então, que tal me dar a mão
E compartilhar da minha vida?"

Logo, quando o amanhã começar sem mim,
Não pense que estamos separados,
Pois todas as vezes que pensar em mim,
Eu estarei dentro do coração."



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Jean Yves Leloup




Alguns pensamentos de Jean Yves Leloup:


Nós escutamos o barulho do carvalho que cai, mas não escutamos o barulho da floresta que cresce. Hoje, fala-se muito das coisas que estão desmoronando, que fazem barulho, mas o importante é aquilo que não se ouve, é preciso prestar atenção às sementes de consciência que estão brotando."



"Nosso ser é composto de toda sorte de memórias e nós conseguimos nos libertar daquilo que conseguimos aceitar."




"O fato de prestarmos atenção aos nossos pensamentos, ao modo como eles nascem e desaparecem, é que vai nos permitir estar atentos àquilo que, em nós, não nasce nem morre. Os pensamentos aparecem e desaparecem, mas a consciência não."




"Podemos cair sobre o machado do nosso próprio desejo. Onde começa o lenhador? Onde termina a árvore?"


Escritor, PhD em Psicologia Transpessoal, filósofo, sacerdote hesícasta – aquele que dedica sua existência ao mergulho no universo interior e à prece -, poeta e notável intérprete das palavras de Cristo, entre outros tantos títulos, Jean-Yves Leloup nasceu na cidade de Angé, na França, em 24 de janeiro de 1950. Seus pais eram Pierete Leloup Bienvenue e Jean Claude Leloup. Integrante da Igreja Ortodoxa, ele é defensor ardoroso da união entre ciência e espiritualidade, tema mais desenvolvido em sua obra.
Perito em conferências, um dos mais solicitados no continente europeu, divulga por todos os recantos do Planeta suas idéias claramente holísticas. Ele é inclusive presidente da Universidade Holística Internacional de Paris, bem como orientador do Colégio Internacional dos Terapeutas. Leloup é considerado um dos filósofos mais consagrados dos nossos dias. Ele visita freqüentemente o Brasil, geralmente durante eventos produzidos pela Universidade da Paz – Unipaz.

Na sua obra e nas suas palestras ele aborda de forma profunda os textos sagrados, e incentiva seu público a uma ampla meditação sobre as realidades espirituais no cotidiano da vida moderna. Estimula também uma formação transdisciplinar, uma integração entre as várias dimensões do conhecimento. Ele publicou mais de cinqüenta livros; traduziu e comentou os Evangelhos de Tomé, Maria de Magdala, Felipe e João. - fonte: INFOESCOLA


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Bob Marley




"Os ventos que às vezes tiram
algo que amamos, são os
mesmos que trazem algo que
aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi
dado.Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai
para sempre..."






segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Pensamentos de Lord Byron e um Poema






Sol dos Insones


Sol dos insones! Ó astro de melancolia!
Arde teu raio em pranto, longe a tremular,
E expões a treva que não podes dissipar:
Que semelhante és à lembrança da alegria!

Assim raia o passado, a luz de tanto dia,
Que brilha sem com raios fracos aquecer;
Noturna, uma tristeza vela para ver,
Distinta mas distante-clara-mas que fria!




"Aqueles que se recusam a serem chamados à razão, são intolerantes; aqueles que não conseguem, são idiotas; e aqueles que não se atraem, são escravos".


"Ainda que tivesse que ficar só, não trocaria a minha liberdade de pensar por um trono."


"Ainda que tivesse que ficar só, não trocaria a minha liberdade de pensar por um trono."


"O ódio é de longe o mais longo dos prazeres: amamos depressa mas detestamos com vagar."


"A morte, assim chamada, é algo que faz os homens lamentarem: e ainda assim um terço da vida é passado no sono."


"Toda a história humana prova que desde o dia em que Eva comeu a maçã, a felicidade do faminto homem pecador depende em grande parte do almoço. "

Lord Byron

Poeta inglês (1788-1824). Sua obra e sua personalidade romântica têm grande repercussão na Europa do início do século XIX. 

George Gordon Noel Byron nasce em Londres e, em 1798, herda o título nobiliárquico de um tio-avô, tornando-se o sexto Lord Byron. Em 1807 publica Horas de Ócio, livro de poemas mal recebido pela crítica. 

Com apenas 21 anos ingressa na Câmara dos Lordes e viaja pela Europa e pelo Oriente, regressando em 1811. No ano seguinte publica o poema A Peregrinação de Childe Harold, sobre as aventuras de um herói e a natureza da península Ibérica, sucesso em vários países europeus. 

Muda-se para a Suíça em 1816, após o divórcio de Lady Byron, causado pela suspeita de incesto do poeta com a meia-irmã da esposa. Escreve o terceiro canto de A Peregrinação de Childe Harold, O Prisioneiro de Chillon (1816) e Manfred (1817). 

Transfere-se para Veneza , onde escreve em 1818 Beppo, uma História Veneziana, sátira à sociedade local. Um ano depois começa o inacabado Don Juan. Torna-se membro do comitê londrino para a independência da Grécia, país para onde viaja em 1823 para lutar ao lado dos gregos contra os turcos. Morre quatro meses depois, em Missolonghi.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Sobre o Natal





do blog suapesquisa.com, trago algumas histórias sobre o Natal:


Origem do Natal e o significado da comemoração

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.




A Árvore de Natal e o Presépio

árvore de natal

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.




O Papai Noel : origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.




A roupa do Papai Noel 

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Paul McCartney - Mull of Kintyre - letra e tradução





Paul McCartney dispensa qualquer tipo de apresentação. Membro dos Beatles, uma banda que modificou uma geração inteira, ainda é um dos melhores compositores / cantores do planeta.

Uma das canções que ele cantou com o grupo Wings, do qual participou sua falecida esposa, Linda McCartney:







Mull of Kintyre 


Mull of Kintyre 
Mull of Kintyre
Oh mist rolling in from the sea,
Oh, a névoa rolando do mar 
My desire is always to be here 
Meu desejo é sempre estar aqui
Oh mull of kintyre 
Oh, Mull of Kintyre

Far have I traveled and much have I seen
Longe eu viajei e muito tenho visto 
Dark distant mountains with valleys of green. 
Distantes montanhas escuras com verdes vales
Past painted deserts the sunset's on fire 
Desertos pintados pelo passado, o por do sol em fogo
As he carries me home to the mull of kintyre. 
Enquanto ele me carrega para casa para o Mull of Kentyre

Mull of Kintyre 
Mull of Kintyre
Oh mist rolling in from the sea, 
Oh, névoa rolando do mar
My desire is always to be here 
Meu desejo é estar sempre aqui
Oh Mull of Kintyre 
Oh, Mull of Kintyre

Sweep through the heather like deer in the glen 
Voar pelos arbustos como veados no vale
Carry me back to the days I knew then. 
Leve-me de volta aos dias que conheci
Nights when we sang like a heavenly choir 
Noites nas quais cantamos como um coral celestial
Of the life and the time of the Mull of Kintyre. 
Da vida e dos tempos do Mull of Kintyre

Mull of Kintyre 
Mull of Kintyre
Oh mist rolling in from the sea, 
Oh, névoa rolando do mar
My desire is always to be here 
Meu desejo é estar sempre aqui
Oh Mull of Kintyre 
Oh, Mull of Kintyre

Smiles in the sunshine 
Sorrisos no brilho do sol
And tears in the rain 
E lágrimas na chuva
Still take me back to where my memories remain 
Ainda levam-me de volta ao lugar que conheci então
Flickering embers growing higher and higher 
brasas brilhantes subindo e subindo
As they carry me back to the mull of kintyre 
Enquanto carregam-me de volta ao Mull of Kintyre








terça-feira, 18 de novembro de 2014

Elton John

Elton John to write book about the AIDS crisis



Reginald Kenneth Dwight cresceu em Pinner em uma council house que pertencia aos seus avós maternos. Filho de Sheila Eileen (Harris) e Stanley Dwight, foi educado na Pinner Wood Junior School, Reddiford School e mais tarde na Pinner County Grammar School, onde mais tarde iria adquirir uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Music.

Quando Elton John começou a se interessar pela carreira musical, seu pai, antigo tenente da RAF, tentou o convencer a seguir uma carreira mais convencional. Os pais de Elton eram ambos músicos. Seu pai tocava trompete em uma banda amadora chamada Bob Millar Band, que animava festas formais.

A família de Elton John era uma exímia colecionadora de álbuns, o que o fez-se interessar pelo estilo de Elvis Presley e Bill Haley & His Comets durante a década de 1950.

Interesse pela música:
Elton John começou a tocar piano com 3 anos de idade e dentro de 1 ano foi selecionado para o "The Skater's Waltz" de Winifred Atwell. Elton John logo contava com uma rotina agitada de tocar em festas e reuniões de família e começou seus estudos de música aos 7 anos. Elton se tornou um aluno de destaque nas escolas onde estudou música, sendo comparado com Jerry Lee Lewis por seus colegas de classe. Aos 11 anos, Elton John conseguiu uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Music, até hoje uma das instituições musicais mais respeitadas do Reino Unido.

A mãe de Elton John, Sheila, embora fosse mais rigorosa com ele, era também mais carinhosa e dedicada do que o pai, Stanley. Stanley Dwight é descrito por Elton como um pai desnaturado e grosseiro, que já o agrediu verbalmente várias vezes. Quando Elton tinha 15 anos de idade seus pais se divorciaram e sua mãe foi viver com um pintor local chamado Fred Farebrother. Fred se tornou um padrasto carinhoso para Elton John e assumiu o lugar de figura paterna que seu pai biológico nunca assumiu.

Ao longo de quase cinco décadas, desde 1969, Elton fez mais de 3.500 concertos ao redor do mundo.

Fonte: Wikipedia






Uma canção:  THE ONE -  - A única


I saw you dancin' out the ocean
Vi você dançando no oceano
Running fast along the sand
Correndo rápido pela areia
A spirit born of earth and water
Um espírito nascido da Terra e da água
Fire flying from your hands
Fogo voando de suas mãos

In the instant that you love someone
No instante em que você ama alguém
In the second that the hammer hits
No segundo em que o martelo bate
Reality runs up your spine
A realidade corre pela sua espinha
And the pieces finally fit
E os pedaços finalmente se encaixam

And all I ever needed was the one
E tudo o que sempre precisei foi da única
Like freedom fields where wild horses run
Como campos de liberdade por onde correm cavalos selvagens
When stars collide like you and I
Quando estrelas colidem como você e eu
No shadows block the sun
Nenhuma sombra bloqueia o sol
You're all I've ever needed
Você é tudo o que sempre precisei
Babe, you're the one
Meu bem, você é a única

There are caravans we follow
Há caravanas que seguimos
Drunken nights in dark hotels
Noites bêbadas em hotéis escuros
When chances breathe between the silence
Quando o acaso respira entre o silêncio
Where sex and love no longer gel
Onde o sexo e o amor não mais se fundem

For each man in his time is Cain
pois cada homem, a seu tempo, é Caim
Until he walks along the beach
Até que ele ande por uma praia
And sees his future in the water
E veja seu futuro na água
A long lost heart within his reach
um coração, há tempos perdido, ao seu alcance

And all I ever needed was the one
E tudo o que sempre precisei foi da única
Like freedom fields where wild horses run
Como campos de liberdade por onde correm cavalos selvagens
When stars collide like you and I
Quando estrelas colidem como você e eu
No shadows block the sun
nenhuma sombra bloqueia o sol
You're all I've ever needed
Você é tudo o que sempre precisei
Ooh, babe, you're the one
Oh, meu bem, você é a única



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Manoel de Barros






Senhor, ajudai-nos a construir a nossa casa
Com janelas de aurora e árvores no quintal -
Árvores que na primavera fiquem cobertas de flores
E ao crepúsculo fiquem cinzentas 
como a roupa dos pescadores.

O que desejo é apenas uma casa. 
Em verdade, Não é necessário que seja azul, 
nem que tenha cortinas de rendas.
Em verdade, nem é necessário que tenha cortinas.
Quero apenas uma casa em uma rua sem nome.

Sem nome, porém honrada, Senhor. 
Só não dispenso a árvore,
Porque é a mais bela coisa que 
nos destes e a menos amarga.
Quero de minha janela sentir 
os ventos pelos caminhos, e ver o sol 

Dourando os cabelos negros 
e os olhos de minha amada.

Também a minha amada não dispenso, meu Senhor.
Em verdade ele é a parte mais importante deste poema.
Em verdade vos digo, e bastante constrangido, 
Que sem ela a casa também eu não queria, 
e voltava pra pensão.

Ao menos, na pensão, eu tenho meus amigos 
E a dona é sempre uma senhora 
do interior que tem uma filha alegre.
Eu adoro menina alegre, 
e daí podeis muito bem deduzir 

Que para elas eu corro nas minhas horas de aflição.

Nas minhas solidões de amor e 
nas minhas solidões do pecado
Sempre fujo para elas, quando não fujo delas, de noite,
E vou procurar prostitutas. Oh, Senhor vós bem sabeis
Como amarga a vida de um 
homem o carinho das prostitutas!

Vós sabeis como tudo amarga 
naquelas vestes amassadas
Por tantas mãos truculentas ou tímidas ou cabeludas
Vós bem sabeis tudo isso, e portanto permiti
Que eu continue sonhando com a minha casinha azul.

Permiti que eu sonhe com 
a minha amada também, porque: 
- De que me vale ter casa sem ter 
mulher amada dentro? 
Permiti que eu sonhe com uma que ame 
andar sobre os montes descalça
E quando me vier beijar faça-o 
como se vê nos cinemas...

O ideal seria uma que amasse fazer comparações
de nuvens com vestidos, e peixes com avião; 
Que gostasse de passarinho pequeno, 
gostasse de escorregar no corrimão da escada 
E na sombra das tardes viesse pousar 
Como a brisa nas varandas abertas...

O ideal seria uma menina boba: 
que gostasse de ver folha cair de tarde...
Que só pensasse coisas leves que nem existem na terra,
E ficasse assustada quando ao cair da noite
Um homem lhe dissesse palavras misteriosas ...
O ideal seria uma criança sem dono, 
que aparecesse como nuvem,
Que não tivesse destino nem nome - 
senão que um sorriso triste 
E que nesse sorriso estivessem encerrados
Toda a timidez e todo o espanto 
das crianças que não têm rumo...


Manoel de Barros




quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Pedaço de Tira - Aluizio Rezende





Pedaço de Tira é um lindo poema de Aluizio Rezende. Aluizio tem uma escrivaninha no Recanto das Letras.

Quando com a relva molhada
A juriti se encanta
O que nos sobra é sorrir;
Se em toda noite estrelada
É o mesmo nó na garganta,
O que nos sobra é chorar.

Se a cortina aberta
Alegra a claridade,
O que nos sobra é sorrir;
Se é numa rua deserta
Que mora aquela saudade,
O que nos sobra é chorar.

Se a chuva cai e o telhado
Diz que são beijos de amor,
O que nos sobra é sorrir;
Mas se os olhos inchados
São o refúgio da dor,
O que nos sobra é chorar.

Se o João-de-barro se alegra
Com a casa que ele constrói,
O que nos sobra é sorrir;
Mas se a madeira se prega 
E o cupim vem e corrói,
O que nos sobra é chorar.

Se existem tantas verdades
E somente uma mentira,
O que nos sobra é sorrir;
Mas quantas realidades 
Há num pedaço de tira?
Quem descobrir vai chorar...





terça-feira, 4 de novembro de 2014

LEON TOLSTOI

Leo Tolstoy






PALAVRAS DE LEON TOLSTOI



"Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil."




"A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família."





"O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. E quem não tem medo da morte possui tudo."





"O amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só."




"Quando as pessoas falam de forma muito elaborada e sofisticada, ou querem contar uma mentira, ou querem admirar a si mesmas. Ninguém deve acreditar em tais pessoas. A fala boa é sempre clara, inteligente e compreendida por todos."





"Há quem passe por um bosque e só veja lenha para a fogueira."




"Livres-pensadores são aqueles que estão dispostos a usar suas mentes sem prejuízo e sem receio de entender as coisas que se chocam com seus próprios costumes, privilégios ou crenças. Este estado de espírito não é comum, mas é essencial para pensar direito."






"Para se realizar uma atividade qualquer, é preciso considerá-la útil e importante. Por isso, qualquer que seja a situação de um ser humano, ele formará da vida social um conceito que lhe permita encarar a sua atividade como importante e útil.

Imagina-se sem razão que os ladrões, os assassinos, os espiões e as prostitutas julgam desfavoravelmente a sua profissão e se envergonham dela. Nada disso. 

As pessoas que são colocadas pelo destino ou pelos seus próprios erros em determina situação, por muito repreensível que seja, constroem uma concepção geral da vida onde a sua situação particular aparece eminentemente útil e respeitável. 

Com o fim de sustentar os seus pontos de vista, apoiam-se instintivamente num determinado meio que admite a concepção geral de vida por que optaram e o papel que desempenham, em particular, nesse tipo de vida. 

Causa-nos surpresa vermos ladrões orgulharem-se da sua destreza, prostitutas de sua corrupção, assassinos da sua crueldade. Mas só nos surpreendemos na medida em que, sendo o meio em que essa gente vive muito limitado, permanecemos à margem dele. E, no entanto, não se produz o mesmo fenômeno entre os ricos que se orgulham das suas vitórias, ou melhor, dos seus crimes, e entre os poderosos que se orgulham do seu poder, ou seja, da sua tirania?

Se não chegarmos a reparar que essas personagens, procurando justificar as respectivas situações, têm da vida, do bem e do mal, uma concepção corrompida, é apenas porque o círculo daqueles que a adotaram cada vez mais se amplia, a ponto de nós próprios estarmos incluídos."

Leon Tolstoi, in Ressurreição




um Poema de Amor

AMO-TE Amo-te quanto em largo, alto e profundo Minh'alma alcança quando, transportada, sente, alongando os olhos ...